Let's travel?
Entre sem bater.
domingo, 9 de agosto de 2015
Metade da laranja
Sou assim. Meio complexa. Confusa. Até bipolar, eu diria. Gosto da solidão. Admiro estar em minha própria companhia, e não acho que isso faça de mim uma anti-social ou mesmo uma chata. Aprendi que tenho, sim, que ajudar os outros, tenho que me esforçar por eles, mas pera lá! Eu em primeiro lugar. Sim, me chamam de egoísta por isso. Mas sabe que às vezes até encaro isso como elogio? Descobri que, além de egoísta, sou orgulhosa. E descobri que esse meu orgulho me atrapalhava bastante e consegui criar coragem para enfrentá-lo. Estou em constante processo de mudanças, adaptações e evoluções. Minha mente é extremamente aberta e estou sempre disposta a escutar e discutir assuntos. Sou ateia, já começa por aí. Metade do mundo passa a me tratar diferente quando descobre esse "horror", mas eu já me acostumei a isso, e não tenho problema nenhum em explicar minha visão a quem esteja disposto a ouvi-la e questioná-la. Minha visão política também é um pouco peculiar, simplesmente porque não sou midiática, como a maioria das pessoas. Outro assunto que também converso, mas geralmente caio no nível de afeto pelas minhas visões. Hoje sou muito bem resolvida comigo mesma. Já tive depressão, já sofri um grande trauma envolvendo uma das pessoas que eu mais amava, já sofri uma grande desilusão amorosa (fui trocada por uma amiga, decepção dupla, pois é...), já passei por muitas coisas que me amadureceram e me fizeram forte. Hoje sou uma mulher, e não uma menina que acredita em príncipes da Disney e finais felizes para sempre (como muitas mulheres de 30 anos que conheço). Aliás, muito pelo contrário, cresci meio casca grossa e desconfiada de tudo e todos, eu nunca fui uma menininha que acreditava ser uma princesa. Cresci achando que todos poderiam me desiludir a qualquer momento, e depois de adulta tive que ser moldada para conseguir acreditar em alguém, mesmo antes de ter sido decepcionada (depois, então, nem se fala). Enfim. Sou uma libriana com ascendente em Touro e Lua em Gêmeos, acredito, sim, em astrologia e adoro este mundo estelar. Sou e sempre fui apaixonada pela Psicologia e, hoje, com quase 23 anos e já formada em uma faculdade, com emprego fixo na área que havia escolhido, resolvi virar minha vida de cabeça pra baixo e recomeçar. Terminei um relacionamento de mais de 3 anos que eu acreditava ser "para sempre", e decidi iniciar uma nova faculdade, ir atrás do meu grande sonho. Sempre é tempo de recomeçar, e eu tenho coragem o suficiente para isso. Tenho sonhos e metas, tenho vontades e gostos. Sei o que me agrada e sei o que quero evitar, conheço a mim mesma melhor do que ninguém e melhor do que conheço qualquer outro alguém (isso pode parecer estranho... mas a verdade é que a grande maioria foge de si e acaba não se conhecendo nem um pouco). Depois de tudo o que eu disse sobre mim, chego à conclusão de que não preciso de metade de laranja nenhuma. Eu sou uma laranja completinha, inteira e madura. Quero achar uma fruta inteira também, e que juntas possamos fazer uma salada de frutas que será melhor do que cada fruta é sozinha, mas sem essa de complemento. Eu já sou completa, muito obrigada.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Eu sou LOTUS!
Gostaria de ter escrito este texto antes, mas como estou carente de tecnologia, acabei não escrevendo. OK, isso não passa de uma desculpa, já que eu sempre preferi escrever à mão e dessa vez nem isso fiz. Também não posso culpar falta de tempo, excesso de trabalho, enfim... dedões para frente, dedões no peito... EU! Sem desculpas, a única culpada por não ter escrito fui eu mesma. Acabou passando exatamente 1 mês e aqui estou eu. Caramba, 1 mês. Como o tempo voa. Eu queria ter escrito logo que voltei para registrar exatamente como estava me sentindo, mas, enfim. A vida dá dessas. Antes tarde do que nunca, cá estou eu. Foi um mês maravilhoso. Acho que o melhor da minha vida. Extraordinário, UAU.
A Ju fez o tal do treinamento emocional em setembro do ano passado (2014). Voltou de lá insistindo horrores para que eu fosse. E aquela Rafaela durona e extremamente orgulhosa batia no peito dizendo "NUNCA vou fazer!". Essa Rafaela não existe mais. Uns 8 meses depois disso me bateu uma vontade repentina de participar da experiência. "Coisas que são para ser, e no momento certo". A Ju começou a correr atrás de uma bolsa para mim, e acabou não dando certo (não era o meu momento). Então no dia 29/06 a Ju recebeu uma ligação que havia uma meia bolsa para o treinamento do dia 03, 4 dias depois. Tive que pensar rápido. Lembrando que sou (era) a indecisão em pessoa. Mas meu coração falou mais alto (pela primeira vez) e eu decidi ir. E fui. Com coragem e coração aberto. Hoje digo que foi a experiência mais mágica e mais maravilhosa de toda minha vida ao longo dos meus longos vinte e poucos anos. Não adianta eu tentar explicar, porque não conseguiria. Todos deveriam passar por isso. O que sei dizer é que foram os 2 dias e meio mais felizes que já vivi. Eu queria que durasse para sempre. Cada minuto que passava era um minuto a menos ali, e isso doía. Eu consegui superar a mim mesma de um modo que nunca achei que fosse capaz. Lá eu descobri meu pior defeito: o orgulho. Meu maior medo: o fracasso. Eu nunca achei que um dia fosse dizer isso, mas olhando para mim, hoje, consigo afirmar: eu estou em um momento feliz da minha vida. Dizer eu "sou" feliz é complicado, porque a felicidade é um estado de alma. Eu jamais diria "eu SOU triste", mas dizer "eu ESTOU triste" é totalmente aceitável. Porque será que com a felicidade é mais complicado? Enfim, voltando ao que interessa, o treinamento visava ensinar a lidar com as emoções. Hoje eu consigo compreender todas as minhas emoções e as atitudes que tomo nas situações da vida. Consigo me aceitar, me perdoar, e acima de tudo, me compreender. Consigo enxergar mais o lado do outro e porquê o outro é assim e age assim, antes de deixar que a raiva me domine e eu acabe agindo sem pensar. Consigo respirar antes de surtar e evitar estes surtos. Consigo abraçar, consigo amar. Percebi que meu orgulho impedia um pouco de eu me entregar para as pessoas. Correr o risco de sofrer? Pra que? Mas quando você aprende a lidar com a perda, com a dor, com a raiva, com o medo, você percebe que se entregar vale a pena, mesmo que isso gere um futuro desapontamento. O ganho é maior que a perda. A gente aprende a dar valor pelo tempo bom, e não se apegar apenas ao tempo ruim. A gente aprende que as coisas não dão errado, às vezes elas dão certo por um tempo limitado. E quando você enxerga isso, tudo muda. Quando você muda o modo de olhar para si, tudo muda. Quando você muda o modo de olhar para o mundo, tudo muda. Na realidade nada está de fato mudado, mas quando mudamos nosso olhar, para nós tudo muda, sim. Quando as coisas mudam ou acabam, é apenas para dar espaço ao novo, ao que virá. E é essa a essência da vida. O que nos move são dois fatores: a curiosidade/vontade do que ainda não aconteceu, e os nossos sonhos. Disso não podemos desistir, dos sonhos e da vontade. Entregue-se. Afinal, quando você se entrega pra vida, a vida só te devolve coisas boas. E ela me deu você, Lotus.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Te matei dentro de mim
Engraçado pensar que cheguei a sentir tanto a sua falta. Acho que hoje finalmente alcancei a indiferença que tanto sonhei em ter em relação a você. Imaginei tanto como seria se um dia você me procurasse. Como seria, como eu reagiria. E então você me procurou. O que eu senti? Nada. Todos sabem que sou um ser extremamente curioso. Então você me procura para falar algo e não diz o que é. Em qualquer outra situação eu me sentiria corroída por dentro de curiosidade. Mas hoje, vindo de você nada mais me interessa. Suas palavras, seu amor, seu dinheiro, você. Nada disso me interessa mais. É como se você realmente tivesse morrido. E morreu. Eu te matei, finalmente. Te matei dentro de mim.
(10/06/2015)
Sobre textos depressivos...
Quantos foram os textos que fiz quando estava em estado depressivo. Relendo-os hoje, vejo o quanto são significativos, profundos e inteligentes. Realmente são. Isso só confirma a minha teoria de que as pessoas mais solitárias e tristes são as mais inteligentes. Acabam se suicidando quando percebem que, de fato, a vida não faz sentido algum. A verdade é que eu saí do estado depressivo há algum tempo, uns dois anos. Sério, não estar em depressão é maravilhoso. Não ter vontade de morrer é maravilhoso. Não estou dizendo que hoje em dia tenho medo da morte, muito pelo contrário. Só estou dizendo que ter vontade de seguir em frente é uma sensação mágica. Ter curiosidade pelo que virá, e não ter mais a angústia do fracasso. Descobri que eu escrevia muito mais quando me sentia triste. Achei que não escrevia mais por falta de tempo, mas a verdade é que quando estamos bem, não sentimos a necessidade de transbordar nossas lágrimas em palavras. Atualmente tenho chorado bem pouco, aliás. Em algumas coisas não mudei: continuo achando a palavra "felicidade" meio platônica. Me sinto bem, alegre, livre. Feliz... Já não ousaria afirmar. Enfim. Só queria dizer o quanto é bom estar bem. Apesar de acreditar que o vazio da solidão e da falta de sentido da vida seja muito mais inteligente, a sensação do bem-estar é prazeirosa. Talvez seja aceitável deixar a inteligência de lado em troca da leveza da alegria... às vezes. (08/06/2015)
Dormir: viver ou morrer?
Qual a melhor coisa do mundo? Uns acham que é abraçar, outros acham dizem que é comer, outros acham que é viajar, já ouvi inúmeras respostas. Na minha opinião? Dormir. Dormir sempre foi e sempre será a melhor coisa do mundo. Resposta de depressivo? Talvez. Explico o porquê. Quando estamos dormindo, não sofremos. Dormir é desligar-se do mundo, dormir é entrar em um estado superior de extrema meditação. Existe uma música que diz "só o sono ameniza minha dor". Nas fases mais difíceis da minha vida, o sono profundo foi meu maior aliado, meu melhor amigo. Estar acordada era estar com dor, destruída, acabada, não importa com quem estivesse ou o que estivesse fazendo, aquela assombração da dor interior estava sempre ali. O sono acabava com tudo isso, me levava para outro lugar, longe da dor. Sou muito grata a ele e seria um gesto de ingratidão não considerá-lo a melhor coisa do mundo. Há quem diga que morremos quando dormimos. Se for assim, a morte é maravilhosa. Quando dormimos não sentimos dor, preocupação, ansiedade, estresse, tristeza, tudo aquilo que é ruim vai embora e só retorna quando acordamos. Talvez eu seja mesmo uma depressiva, não vou argumentar quanto a isso, mas nada nem ninguém vai conseguir ser melhor pra mim do que o meu precioso ato de dormir.
(14/06/2015)
Infelicidade instrínseca
Cheguei à seguinte conclusão: existem pessoas que "são" infelizes. "São", do verbo "ser", e não "estão", do verbo "estar". (Não sei como a língua inglesa pode utilizar um mesmo verbo para ações tão diferentes, mas enfim). As pessoas que "são" infelizes são seres que se colocam no papel de vítimas da própria existência. Elas colocam empecilhos como desculpa. A vida de ninguém é fácil (se fosse fácil se chamaria "miojo", e não "vida"), mas as pessoas infelizes utilizam os aspectos negativos de si mesmas e de sua rotina como justificativa por estarem sempre estressadas, irritadas, mal-humoradas, enfim, sempre infelizes. O fato é que isso não muda. Pode a rotina mudar, mudar o trabalho, os relacionamentos, pode mudar tudo aquilo que antes era usado como desculpa para a infelicidade, a pessoa vai continuar a ser infeliz e arranjar novas desculpas. Sabe por quê? Porque a felicidade ou a infelicidade é algo que vem de dentro pra fora, e não de fora pra dentro. Claro que existem fases que são piores que outras, e aí entra a questão do "estar" infeliz. O que falo aqui é sobre pessoas que "são" infelizes... E aqui vai um recado para estes seres: ninguém tem culpa se você é infeliz. Pare de descontar nos outros sempre usando desculpas para isso. Só quem pode mudar a infelicidade dentro de você é você mesmo. E pense sobre isso, porque a vida é curta demais para "ser" e "viver" infeliz. 😉
(19/06/2015)
domingo, 22 de março de 2015
Relembrar é sofrer
Eu sinto a sua falta. Sinto, sinto tanto que chega a doer no estômago. É uma falta que esfaqueia meu corpo e minha alma. Consigo sentir as agulhadas fisicamente. Pensar em você faz doer ainda mais. Faz com que as lágrimas guardadas quebrem seu silêncio e escorram pelo meu rosto. Dói imaginar se você ainda pensa em mim, em nós. Dói ainda mais imaginar que talvez você não pense. É muito difícil manter tudo isso em segredo e não poder afirmar nem mesmo em frente ao espelho sobre a falta que você me faz. Dói ter que fingir pra mim mesma que sou forte e indiferente em relação a você. Dói toda essa angústia, esse sofrimento que a dúvida gera. Às vezes me pego lembrando de conversas cotidianas, momentos que eram tão comuns e tão meus. Hoje são memórias. Há quem diga que relembrar é viver. Eu digo que relembrar é sofrer. Existem momentos em que eu queria ser capaz de arrancar todas as lembranças de você e jogá-las fora para sempre. Foram lembranças tão boas que chega a me dar raiva. Preferia que tivessem sido ruins, pelo menos hoje não doeria tanto. E o que machuca muito mais: ter a certeza de que você, sim, conseguiu arrancar todas as nossas lembranças. E, pra você, hoje nada já importa.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa em mim?
Porque eu ainda penso em você.
Me dói acreditar que você já tenha me esquecido. Difícil admitir isso até mesmo na frente do espelho, meu orgulho fala muito mais alto, meu orgulho grita, berra! Mas não é tão fácil quanto eu demonstro ser. Não é tão fácil imaginar que fui esquecida tão rapidamente. Só queria saber se, mesmo que de vez em quando, eu ainda cruzo seus pensamentos. Mesmo que por acaso, mesmo que sem querer. Bastaria saber se ainda passo pela sua cabeça. Saber que sim já me satisfaria. Não por completo, mas o suficiente. Dói saber que você não se interessa mais pela minha vida, pela minha existência. O que ando fazendo, o que ando pensando, o que ando sonhando... Pelos meus sonhos você sempre se interessou. Mas o "sempre" já não existe mais, e devo me conformar que tudo tenha mudado e que eu não existo mais para você, assim como eu finjo que você não existe para mim. Mas enquanto eu apenas finjo, talvez para você eu realmente não exista mais. E quem sabe tudo isso já nem importe mais. Vou tentar te esquecer, tentar não pensar mais em você. Não posso prometer conseguir, mas prometo tentar. Prometo dar o meu melhor. Agora chega, porque preciso esconder todas essas lágrimas que insistem em saltar. Escondê-las de todos, e esconder, principalmente, o motivo de todas elas - você.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
"Fotografias são saudades reveladas"
Ver fotos me dói e me dá uma vontade de chorar.
Uma vontade in-con-tro-lá-vel de chorar, se é que esse adjetivo vem ao caso.
Mas acho que sim, esse adjetivo vem ao caso, sim.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Pronta pra sofrer de novo
Sei que mudei, sonhei, sorri, caí, depois eu me levantei. Tudo o que eu sofri me fez mais forte, eu sei. Pronta pra sofrer de novo!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Decepção mata, sim
Dizem que decepção não mata, mas ensina a viver.
Eu comprovei que decepção mata, sim.
Mata a nossa velha mania de confiar e acreditar demais nas pessoas.
Mata nossa ingenuidade de achar que todos farão por nós o mesmo que faríamos por eles.
Mata nosso orgulho de achar que somos importantes demais para alguém.
Mata nossa insensatez e nos faz perceber que estamos sujeitos a tudo.
Mata nossa crença de que aqueles que amamos não são capazes de nos magoar.
Decepção mata, sim, mas realmente nos ensina a viver, porque nos torna fortes e ainda mais preparados para o que quer que a vida nos traga, o que quer que as pessoas nos façam.
E no fim das contas, sabe que a decepção até vale a pena?
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Adeus ano velho...
2014 está terminando. Sem dúvidas, o pior ano da minha vida. Claro que conquistei muito. Lutei diariamente, minuto após minuto, e hoje eu olho pra trás e me sinto orgulhosa de como fui forte. Consegui ser forte de uma maneira que nem eu mesma imaginei ser capaz. Lutei contra o cansaço físico, o cansaço mental, lutei contra a dor, contra a confusão, a indecisão, as dificuldades. Hoje eu só tenho a agradecer a mim mesma por ter conseguido, por ter conquistado, por ter chegado até aqui da melhor forma possível. No começo do ano eu olhei para o céu e implorei para que o ano passasse rápido. Eu nunca imaginei que iria passar tão rápido. Parece que eu fechei os olhos para fazer esse pedido aos céus, e quando abri os olhos, me vi sentada em frente a este computador tão familiar, digitando este texto. 2014 foi embora, meu pedido foi atendido. Agora é um novo ano. Uma nova rotina, novos sonhos, novas possibilidades. O que eu mais quero é ser feliz. Chega de exaustão, chega de dor. Quero cuidar de mim e da minha paz. 2015, venha logo que faz tempo que eu estou te esperando!
Meu Pé de Laranja Lima
"- Não faz mal, eu vou matar ele.
- Que é isso, menino, matares teu pai?
- Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu."
pág. 149. * trecho perfeito.
"Agora sabia mesmo o que era a dor. Dor não era apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo. Dor que dava desânimo nos braços, na cabeça, até na vontade de virar a cabeça no travesseiro".
Pág. 174 * sei bem como é essa dor. mas agora ela já se foi.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Despedida de início de dezembro
Tenho uma ótima notícia para mim mesma: hoje me dei conta de que meu coração se despediu daquela dor que vinha me sufocando! Data para se comemorar! Adeus, angústia! Finalmente, em paz!
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
É uma dor que dói no peito...
Há momentos em que eu queria abrir meu peito e arrancar toda a dor que está morando em mim.
Há momentos em que eu queria poder tirar das minhas costas todo o peso e o cansaço que dificulta minha caminhada.
Há momentos em que eu queria tirar de mim todas as memórias que eu tanto quero esquecer.
Tirar dos meus olhos esse ar de tristeza, desânimo e falta de esperança.
Sei que nada disso eu posso fazer.
Se pudesse tirar somente a dor no coração, já me sentiria melhor.
Mas nem isso posso fazer.
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