Let's travel?

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Entre sem bater.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Pro inferno os que fazem o inferno

 125, eternos e incontáveis. A cada ordem absurda o sangue ferve dentro das veias. Cada dia torna-se um fardo em meio a tantas pessoas que não sabem o que vieram fazer na Terra. É incrível o poder que alguns tem de simplesmente acabar com a vida de outros temporariamente. As mãos adormecem, o coração dispara, o ar falta. Um lugar tão lindo, que podia ser tão leve e diferente. Mas não. Insistem em criar um inferno pra criar "resiliência". Pra criar "pessoas fortes". Pro inferno os que fazem o inferno!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Afogada, afodada

 Nem sei quando eu tinha escrito o último texto, ele tava nos rascunhos e resolvi postar sem nem reler. É, diário, tempos de aflição. É sempre nessas horas que venho aqui. Quando a pressão sufoca e a rotina afoga, "afoda". É, tempos difíceis... naquelas semanas que a gente tenta só sobreviver, né! Taf novamente chegando, penúltimo e o que mais tá me assustando. Só de pensar a ansiedade ataca e o ar falta. Hoje é uma daquelas segundas-feiras que a gente desejaria que não chegasse. Nessa quinta e sexta, é a porcaria do maldito do taf. Semana que vem são as provas. Domingo agora tem eleições e vamos trabalhar. Terça estou de serviço, bem no começo das provas, pra já quebrar as pernas de uma só vez... No outro sábado, estágio e no outro domingo, eleições de novo. E nós vamos seguindo, sabe? Aos trancos e barrancos? Mirando nas férias e remando...? Tem também o TCC que nem começamos ainda, e parece que nunca vai ficar pronto. Fases, fases... E mais fases. Chega logo, dezembro! 

Voltando a te tratar como um diário

Querido Blog,
tanta coisa vem acontecendo... essa Loucademia de Polícia consegue levar a gente do 0 a 1000 no mesmo dia, consegue levar a gente ao céu e ao fundo do poço em questão de segundos. É surreal, impossível explicar. Sério. Bom, essa pandemia veio na hora certa, como eu já disse antes. Eu juro que não sei como conseguia viver um internato lá. É insano. Agora estando boa parte do tempo em casa, parece que dá pra viver sem estar tanto no piloto automático. A semana passada foi intensa. Na quarta, prova de 762, joelhos e cotovelos ralados, CHECK! Aí na quinta, todas as provas do TAF... A última (tiro de 100 metros) seria decisiva. 18,55 segundos. Zero pontos. Reprovada no TAF pela primeira vez. 18,50 eu pontuaria e passava. A academia faz isso. Como falei. É do 0 ao 1000 e do 1000 ao 0 em milésimos de segundos - literalmente. O choro entalado, o desgosto por si mesma, a auto-decepção (que é a que mais dói nessa vida). Mas eu precisava continuar. Ainda tinha uma apresentação de Operação para os Tops naquele mesmo momentos. Eu e mais 5 caras fomos pro auditório, aquela apresentação não acabava nunca. E a angústia ali, escondida por um sorriso, uma simpatia e uma desenvoltura que só foram possíveis porque a vida já me treinou bastante. Foi um sucesso... CHECK! E lá fui eu.. quando finalmente entrei no carro, que porto seguro... as lágrimas puderam finalmente sair. Aí um julgamentozinho do meu namorido, que me deixou pior ainda: "zerar uma prova é muito pra mais!" Fácil falar pra quem tem facilidade em alguma coisa. Enfim. Aquela foi uma das minhas piores noites. Sabe quando você só desaba na sua cama e só quer se matar de chorar escondido nas suas cobertas? Há quanto tempo eu não sentia isso. Chorei, chorei, chorei até as lágrimas secarem. Tomei um banho dos pés à cabeça, saí, comprei minha pizza salgada preferida e também uma doce. Pronto, todo o desespero foi embora. No dia seguinte de manhã teria uma prova chata de Direito, obviamente não consegui estudar nada, normalmente já não estudo, e nesse dia eu tinha esse direito. Fiz a prova às 7h da manhã da sexta; na sequência, às 08h, tinha a prova dos 12 minutos que eu fui fazer sabendo que já estava reprovada. Precisaria de simplesmente 2350 pra passar, tentei, fiz 1935. Meu pior taf da vida! Sexta à tarde liguei pro capitão responsável pela comunicação social da Operação. No sábado eu seria a intermediadora dele. Fui pra Operação e fiz um trabalho, modéstia a parte, ESPETACULAR. Foi lindo. Ganhei meu primeiro elogio individual como profissional. Mas no final, sempre tem alguém pra (tentar) estragar né? E aí foi. O S. me chamou e ficou dando o showzinho dele. Cara, há quanto tempo eu não me sentia tão eu mesma. Fiz minha melhor cara de cu, e me mantive imóvel. Encarando ele com uma feição que eu mesma me irritaria se estivesse vendo. E no final, a linguinha esperta que há muito tempo estava guardada, trabalhou, e trabalhou bem demais. O desaforo não foi levado pra casa, mas sim levado pra frente. Sim, eu discuti com ele. E agora ele me odeia mais do que já odiava, que pena! Cheguei em casa cansada tanto física quanto psicologicamente, almocei o restante da pizza do dia anterior, e jantei mcdonalds. Perfeito pra quem tinha acabado de reprovar no taf, mas quer saber? Foda-se.
Domingo fiquei sozinha no apartamento, estava acabada de cansaço. Muita coisa pra absorver. E aí na segunda-feira, o S novamente com provocações e novas grosserias do M., "o presidente" (grande merda!). E aí eu chutei mais um balde que estava no meu caminho. Há muito tempo queria isso, mas a medalha que talvez fosse ganhar me impedia. Mas minha saúde mental não tem preço, tem coisas pelas quais eu não preciso passar. E que orgulho da mulher forte que eu sou. Ela tava guardadinha aqui, mas apareceu e me orgulhou. Assinei o contrato da festa de Formatura (que só vou participar porque sou obrigada, preferia minha parte em dinheiro). Até que foi mais barato do que eu esperava.
E por último ouvi uma piadinha pelo fato de eu estar gorda, e eu estou mesmo, engordei quase 10kg em um ano (tudo bem que eu estava no auge da depressão quando cheguei aos 66kg e hoje que estou feliz cheguei aos 75kg). Essa piadinha era tudo o que eu precisava pra me motivar... Vamos ver se consigo manter esse foco... Hoje é só o 3º dia... tentando ir pelo menos para os 67kg e melhorar meu físico pra não sofrer tanto nesses TAF que me restam... É isso. Obrigada por me ouvir, e até a próxima.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Alguns dias são assim, outros dias são assado

Existem alguns dias em que a gente acorda simplesmente indisposto a existir. É meu caso hoje, e como há tempos não vinha aqui, decidi dar uma passada. Geralmente o blog costuma ser meu porto-seguro do auto-conhecimento quando eu não estou bem. E eu vinha com bastante frequência porque, via de regra, eu não estava bem. Há um ano e alguns meses resolvi que era hora de procurar ajuda, resolvi que já tinha perdido vida demais no fundo do poço e que estava muito funda, sozinha, sem escada, sem corda pra me puxar pra cima, eu não conseguiria subir um pouco, muito menos sair de lá. Enfim. Eu que sempre acreditei que tudo "está na mente", que somos "auto-curáveis", que "basta acreditar", tive que provar na pele que só a medicação foi capaz de me salvar. Então fui subindo, e subindo, e hoje me vejo na melhor fase de toda a minha vida. Estou  com alguém que amo e que me trata muito bem, alguém com quem me sinto totalmente confortável e quero a presença todo o tempo, estou morando em um apartamento lindo e com a minha cara, tenho um emprego que é um sonho pra muitos e, o mais importante, é um sonho pra mim, uma puta de uma conquista, adotei um gato que fica grudado em mim o tempo inteiro e eu amo isso. Parece que minha vida está tão equilibrada como nunca antes esteve. Parece bom demais pra ser verdade, mas não vou deixar a "Síndrome do Fracassado" se aproximar de mim. Vou é aproveitar cada segundo de tudo isso. Estamos vivendo uma pandemia que ninguém imaginaria, mas que pra mim está sendo ótima (egoísmos à parte), porque estou indo bem pouco para a Academia e ficando bastante em casa (algo que eu "quase não gosto!"). Hoje é segunda-feira e estou em aula online. Mas, gente! O que me incentivou a vir aqui foi o desânimo de viver que eu estou sentindo hoje. Não é tristeza, não é algo ruim, é só uma falta de vontade generalizada. Aí decidi refletir sobre os sinais que nosso corpo nos dá, resolvi ouvir meu corpo falando comigo, e ele está dizendo "caramba! hoje não tá dando". E tudo bem! Eu percebi ao longo do tempo que o mais importante é a gente se respeitar. Respeitar o nosso corpo, nossa mente, nossa alma. Isso é auto-cuidado. Todos os outros dias eu estava aqui, mas hoje acordei querendo não estar. Afinal, é isso. Alguns dias são assim. Outros... assado.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

"Ninguém vai me amar como você"

"Deixo que meus passos lentos me encaminhem até você. Respiro fundo e aqui estou, olhando para você e sentindo um turbilhão de coisas que achei que nunca mais ia sentir desde que você partiu. Você não parece ter mudado muita coisa, se me permite dizer, mas eu acho que internamente virou outra pessoa.
Seus olhos continuam iguais, o sorriso ainda é sem graça e envergonhado como se morresse de medo de se expor e o cabelo continua desgranhado com aquele toque especial de artista que todos os ao seu redor costumavam amar. Menos você. Mas era lindo, você quem não percebia.
Estou imóvel tentando observar cada detalhe da sua pele, da curvinha da sua boca, do nariz empinadinho na ponta. Não achei que fosse ter coragem suficiente para voltar à te encarar, serei sincera. Afinal, você partiu porque eu praticamente te empurrei para fora. Achei que nunca mais ia conseguir ter a atitude de querer encontrar e me conectar com você outra vez. Mas cá estou eu.
O que aconteceu para eu tão repentinamente resolver te ver? Acho que cresci. Deixei para lá as mágoas e todos aqueles pensamentos idiotas que eu tive quando deixei você partir. Porque você sabe, as companhias me levaram a crer que era melhor excluir você. Não foi. Me tornei amarga, fria e minhas covinhas pararam de aparecer com as gargalhadas, porque elas também não vinham.
Tá. Eu sei! Não vou ser hipócrita. Foi legal por um tempo, sair com um monte de gente nova, me apaixonar por um cara lindo de morrer e de me arrancar o fôlego, mudar o meu guarda-roupa inteirinho. Mas a graça passou, porque ele me deixou plantada do lado do telefone no dia seguinte, e depois, e depois.
Minhas roupas começaram a parecer apertadas demais do dia para noite. E aí hoje, depois de muitos meses tentando me justificar para mim, resolvi te procurar. Meu orgulho bobo me deixou mergulhada na insegurança por tanto tempo que dá até vontade de brigar comigo mesma. Fui enganada. Acreditei na ideia de que alguém um dia iria apreciar mais os meus ossinhos do que você.
Eu sei, idiotice, não? Ninguém vai me amar como você. Você me coloca em primeiro lugar, sabe as roupas que eu quero vestir e como elas são confortáveis. Seu amor é incondicional, sempre foi.
Dito isso, aceito quem sou. Aceito que não preciso mudar nada em mim para agradar ninguém. Dane-se o que eles querem. Eu me amo. Eu te amo. Eu amo esse cabelo desgranhado e eu não quero que ele pareça arrumado para um bando de gente que não aprecia a arte que ele esconde.
Finalmente observo seu sorriso, meu sorriso. Eu. Depois de todo esse tempo, consigo ver que você era tudo o que me faltava. Eu mesma era tudo o que me faltava.
Termino de sorrir e de observar minhas covinhas cravadas nas bochechas e me sinto orgulhosa do meu próprio reflexo. Dessa vez, não vou me deixar ir embora por nada e nem por ninguém.
Deixo meu espelho favorito pendurado na parede do quarto e visto minhas roupas largas, me sentindo finalmente pronta.
Ninguém vai me amar como eu devo me amar."

"Leia isso se você se encontra com o coração aos pedaços"

"Gostaria de dizer que a escuridão é algo que você encontrará apenas uma vez em sua vida. Mas não é.  Poderia dizer que desejo que, onde quer que vá, você só encontre alegria. Mas não vai. Desejo que o sofrimento não permaneça em sua alma por muito tempo. Desejo o melhor para esse seu coração adorável mas, no momento, solitário. A verdade é que a vida nem sempre é amável para todos nós. Encontramos pessoas cruéis, às vezes. Encontramos seres humanos tóxicos, e nos apaixonamos por eles. Esse texto é para você que se encontra perdido nesse exato momento. Isso é para você e seu coração errante que está procurando desesperadamente a luz no fim do túnel. Isso é para tudo o que parece que está segurando você como uma âncora e puxando você até o fundo do mar.
Posso te falar? Você pode sobreviver e resistir a qualquer coisa.

Como eu sei disso? Porque apesar de tudo o que já aconteceu com você, aqui está você hoje. Você conquistou cada um desses momentos de perda absoluta. Os dias que passaram vagando no abismo foram recompensados antes e eles serão recompensados novamente.

Como eu sei disso? Porque eu tive vários períodos em que pensei genuinamente que os fantasmas das minhas tragédias iriam me estrangular e me derrubar. E minhas próprias mãos não poderiam afastá-los. Eu já estive tão perdido, que a vida parecia um deserto estéril à minha frente, mas aqui estou eu. Ainda estou vivo. E eu sobrevivi. Então você também vai!

Como eu sei disso? Porque a vida nos dá conflitos e dores para nos ajudar a sermos pessoas melhores. Ela mostra o caminho através da própria escuridão, dando-nos vislumbres de luz. Permita-se enxergar o ser humano que você é por dentro, que é feito de ouro, que pode sobreviver a qualquer coisa, que os monstros temem.

Ah! E conte com Deus. Ele irá orientar o seu caminho até o final do túnel. Você só precisa confiar. Você só precisa confiar sua jornada em Suas mãos."

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Mais uma semana vendo o sol nascer quadrado...

Hoje é quinta-feira, são 15h15... Me sinto esgotada. Primeiro que os olhos verdes voltaram pra minha vida mas já foram embora novamente. Como podemos chamar algo tão superficial de "amor"? E sabe o pior? Que permiti que doesse novamente. Permiti que ele entrasse na minha vida e que me derrubasse de novo. Parece que existe um estranho prazer nisso, vindo tanto dele quanto de mim. Tempo ao tempo, tempo ao tempo, tempo ao tempo. Que confusão aqui dentro.
Bom, meu ciático continua doendo de uma forma absurda. Já tomei injeção de cortisona, 5 dias de anti-inflamatório 2x ao dia, alongamentos infinitos, e nada. Claro que estou ficando muito incomodada e principalmente preocupada. E por acaso existe tempo pra resolver isso? É claro que não. Continuo indo na Adriana e sinto na verdade que não tá ajudando em nada. Parece uma enrolação, e quem enrola sou eu mesma. Essa semana foi bem complicada, domingo passei mal a noite toda e pela primeira vez peguei uma convalescença. Pra ajudar fiquei 2 ou 3 dias sem minha pilulazinha diária. E então meu mundo "caiu", tive uns dois dias de surto e fiquei muito mal. Acabaram as lágrimas de tanto chorar. 3 dias inteiros sem comer. Marchando em solenidade, tendo passado mal 2 vezes no treinamento. Mas hoje já estou melhor. E é isso que importa, não é? Sempre é. E vamos seguindo. Sem pensar, porque pensar demais enlouquece. Principalmente aqui.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Sonho/Pesadelo

Mais uma sexta aqui no "mundo de Bob". Onde o tempo passa de um jeito absolutamente estranho. Há dias que duram semanas, há semanas que duram meses. Estou aqui. Ainda. Terceira carteira, fileira central. Aula de Planejamento Operacional. Minhas pernas doem, não sei por quê. Meu nervo ciático está inflamado, fui no HPM e nada resolveu (pra variar). Sinto cansaço. Mais mental do que físico. O tempo está passando rápido e ando mais em paz comigo mesma. Existem momentos que são tão meus. Já não me sinto dependente de nada. Já não sinto dor emocional. Só o cansaço da cobrança e da auto-cobrança, querendo seguir sempre da melhor forma. Às vezes não parece real. Não sei se é a sensação de estar preso, ou a sensação dos 30 anos em 3... mas a sensação de que tudo é um sonho, ou um pesadelo, permeia minha mente. Será que um dia hei de acordar?

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Deixe a dor entrar

"Deixe que ela entre, que ela contamine, que ela te enlouqueça, que ela te ensine.
Não fuja da dor.
Deixe que ela chegue, que ela te determine, que ela te consuma, que ela te domine.
Não fuja da dor.
Querer sentir a dor não é uma loucura, fugir da dor é fugir da própria cura."
Titãs

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

somos nossos próprios vilões

É engraçado como o ego ferido nos trai. Quando penso em me concentrar em qualquer oração para tê-lo de volta, que parece que é o que mais anda me machucando ultimamente, eu mesma já penso "mas será? será que é o melhor? será que é isso mesmo que eu quero? será que eu gostava mesmo DELE, ou simplesmente gostava da presença dele aqui?" São dúvidas que eu gostaria mesmo de conseguir esclarecer pra mim mesma. Meu coração está totalmente confuso, minha mente também, e tudo isso acaba tornando a vida em si um peso. São tantos "e se" e "será que" que cada dia se torna uma longa e interminável tortura. Fases ruins... sempre passam, não é?

O mundo dá tantas voltas

Pois é, lembro na pele como se fosse ontem as sensações daquele término. Pouco antes do meio de outubro de 2017, como doeu, meu Deus. Como eu iria viver sem aquelas covinhas, aquele sorriso, aqueles beijos, aquele cheiro? Metade de mim sabia que aquilo não teria futuro e, se tivesse, seria um futuro catastrófico, mas a outra metade de mim só queria ele de volta com todas as forças. Pois bem. Um ano e 4 meses se passaram, e ele reaparece no meu caminho. Tenho a oportunidade de estar nos braços dele novamente, duas vezes. E não senti n-a-d-a. Nada. Absolutamente nada. E aí fiquei refletindo sobre como nossos sentimentos nos enganam. Como nossa mente é danadinha. Somos nossos próprios vilões. Somos ansiosos, queremos tudo para agora, sem a mínima chance de esperar. Afinal, não sabemos o que será no futuro, e se eu acabar sozinha?, e se eu nunca conseguir um bom emprego?, etc etc etc. Lembro que lá pra finais de 2012 eu estava muito feliz no meu relacionamento, acreditava ter encontrado o grande amor da minha vida, mas estava mal porque minha vida profissional era uma droga. Sempre a ansiedade falando mais alto. Nunca imaginei que 6 anos depois estaria no emprego dos sonhos de muita gente. E que meus caminhos de antes de entrar nessa carreira foram essenciais pra me tornar quem sou hoje. Depois do fim desse relacionamento com o "amor da minha vida", que ocorreu no meio de 2015, eu me tornei bem carente e muito temerosa de "acabar sozinha". Acabei atraindo o relacionamento que durou mais de um ano, mas que só me tornou mais insegura e carente, e me destruiu quando acabou. Um ano depois, atraí um novo relacionamento que parecia lindo e perfeito, só que era mais um teste da vida me mostrando que eu preciso - PRECISO - melhorar minha energia sozinha, preciso ficar bem sozinha, e enquanto isso não acontecer, não vou atrair nada que preste. Atraí esse relacionamento e depositei nele todas as minhas faltas, meus vazios, carências, inseguranças, depositei tudo, tudinho, naquela pessoa. E durou menos do que eu imaginava, apenas 3 meses. As mesmas sensações horríveis de rejeição, culpa, não merecimento, voltam todas. E como é ruim se sentir assim! Como se eu não fosse merecedora de ser feliz, como se a culpa pelo término fosse apenas minha, como se eu não tivesse dado meu melhor, como se eu pudesse ter feito algo diferente que gerasse um resultado diferente. Mas no fundo, sei que não. Fui eu mesma, fiz o que teria feito novamente, foi ele quem mudou quando se formou. Não sei se subiu pra cabeça, se ele se sentiu perdido e confuso, eu queria estar ao lado, mas ele não quis, e eu preciso aceitar que não existem culpados, existem momentos. Preciso confiar no universo, preciso acreditar que daqui um tempo (um tempo nem tão distante) isso já nem fará sentido.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Por que eu sempre acho que vou morrer por amor? E depois passa, sempre passa. Antes mesmo do que eu mesma posso imaginar, venho me revisitar e às vezes os "amores pra sempre" sempre acabam se misturando e já nem sei mais quem é quem. Enquanto isso vou vivendo e adquirindo histórias e experiências... adquirindo força e evolução.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Em 2018 eu...

O ano começou muito bem.
Em janeiro eu havia acabado de voltar da viagem de navio, passei o ano novo em Santos com a Alana na festa na casa do Pietro e foi muito, muito bom!
Em fevereiro, dia 02, tive o TAF... o grande pesadelo... chorei tanto no dia anterior, dizendo que eu não queria ir, mas fui. Fui, e passei. Passei com gosto e com glória, passei perto de não passar, mas passei, e foi lindo. Lindo e inesquecível.
Ainda, em fevereiro, na semana seguinte ao TAF, tive o exame de saúde e na mesma semana, a fase coletiva do psicológico. Foi difícil ficar mentindo para as professoras na escola, a vontade de falar era grande, mas o medo da inveja, também. E o tempo foi passando, fiz as outras duas fases individuais do psicológico.
No dia 23 de março, de madrugada, abri a lista que continha meu nome com a grande notícia de ter sido aprovada. Juro, foi uma das melhores sensações da minha vida.
Em abril, maio e junho foi só ansiedade, esperando pela data da posse. Tentando me preparar fisicamente para a Academia, mas daquele jeito, né.
Em julho saíram as datas, e eu iria para a Academia dia 23/07. Fui com minha mãe e meu pai até Aparecida do Norte para agradecer.
Nesse meio do caminho tive algumas paixonites, aí assumi o cargo no dia 23 e iniciou-se a rotina...
Em 23 de setembro eu tava bem mal, tinham acontecido duas coisas aqui dentro (a carta na sala de aula e a difamação) que tinham baixado e muito a minha moral. Aí eu conheci o Lucas... e foi maravilhoso.
Em 15 de outubro, vulgo meu aniversário, ele me pediu em namoro oficialmente...
Em novembro passei os 6 dias do feriado com ele, foi muito, muito bom, tirando que eu tinha acabado de cair do cavalo e me machucado, mal conseguia andar.. e foi bem ruim sobreviver à Academia com essa dor. Fiz o TAF assim mesmo, que era meu grande pesadelo, e passei.
Em 15 de dezembro foi a formatura do Lucas.
25 de dezembro passei o natal com ele na mãe dele...
E o ano novo passei com ele também.
Nunca pensei que em janeiro ele fosse terminar comigo.. acontece.

Demore o quanto demorar, tudo vai passar...

O ano mal começou e a vontade já é que ele acabe. Como esse lugar tem o poder de fazer a gente querer que tudo passe logo... E a impressão que dá é a de que nunca vai acabar. Faz só 6 meses que estou aqui, e já parece fazer 6 anos. Como será que estarei daqui 1 ano? 26 de janeiro de 2020... Na metade do segundo ano, rumo ao terceiro... E meu coração, como vai estar? Tranquilo? Feliz? Apaixonado? Apertado? Recém tomado mais um pé na bunda, será? E o menino dos olhos verdes, já terei esquecido? Aqui tudo é tão volátil. Tudo muda muito. O dia dura 50 horas, cada aula dura umas 5h, a semana tem 20 dias, o ano tem 60 meses... e por aí vai. Mas é uma fase que não volta, e cada fase tem sua própria beleza. Sei que daqui um ano muita coisa terá mudado. Já não seremos os mais modernos por aqui, e sei que meu coração estará mais tranquilo do que ele está agora, com toda a certeza. "Tudo passa..." é a frase que eu vou tatuar na minha mente. É a frase que vai me dar forças pra seguir em frente. Pra chegar no dia 26 de janeiro de 2020, daqui 365 dias, firme e forte. Não imagino como estarei, mas sei que estarei. Até lá, meu Eu do futuro, um futuro que hoje parece tão absurdo de distante, mas que tenho certeza de que irá chegar. Demore o quanto demorar.

Adeus, olhos verdes.

Ele me levou pras nuvens... e me jogou lá de cima.
Ele me encontrou em um momento em que eu estava péssima. Com uma corda larga e forte, me tirou do fundo do poço. E aí foi me levando lá pras alturas... Em um lugar tão lindo que eu já nem imaginava que poderia existir. Ele me fez tão feliz em tão pouco tempo. Ele me fez querer ficar só dentro daquele abraço, me fez querer que o tempo congelasse em cada momento em que meu corpo estava junto ao dele. Ele me mostrou que eu ainda era capaz de amar, de amar de verdade, amar com todas as forças que existem dentro de mim. Ele me mostrou que eu ainda tinha dentro de mim um lado tão amável que eu mesma já nem conhecia. Foi assim por algumas semanas. De 23 de julho até 23 de dezembro... em dezembro as coisas começaram a mudar, tão rápido e tão cedo. A vida mudou. A rotina mudou. Ele se formou aqui, foi trabalhar em outra cidade, até aí, achamos que íamos dar conta... e talvez tivéssemos dado, mesmo. 23 de dezembro, a primeira pequena discussão. Eu já não conseguia reconhecer nele aquele menino puro que me demonstrou tanto amor. E se eu tivesse tido mais paciência? Hoje eu enxergo. Fui impulsiva, e daí pra frente eu só piorei. Eu aumentando a cobrança e ele só se afastando, aos poucos, e sem reclamar. Eu querendo uma atenção que ele já não conseguia me dar. E ele, confuso, sem tempo, meio sem vontade, não sei. Fomos levando. Chegou o dia de eu voltar pra Academia, 07 de janeiro. Que falta enorme ele me fazia. Eu procurava por ele nos corredores, nas salas, nos pelotões. Mas ele não estava mais aqui... já não havia aqueles olhares se procurando a todo momento, já não tinha aqueles olhos verdes cruzando com os meus quando eu menos esperava, já não tinha chocolate-surpresa no meu plantão, já não tinha mensagem de bom dia, já não tinha mais nada disso. E eu só querendo mais e mais a presença dele, e ele só se afastando mais e mais. Por que tínhamos que chegar a esse ponto? Faltou conversa? Faltou amor? Eu não sei e agora não adianta mais. Ele tomou a decisão dele. "Já não me vejo mais com você", foi o que eu ouvi. Essas palavras ecoam na minha mente de uma forma destruidora. Eu ainda amo tanto, mas tanto ele. Eu ainda quero tanto, mas tanto, ele. Agora é dar tempo ao tempo, tempo para me cicatrizar, tempo para eu entender que realmente acabou, deixar as fichas caírem aos poucos e enquanto isso ir sentindo a falta dele a cada milésimo de segundo. Eu só queria voltar no tempo, olhar naqueles olhos verdes novamente, me encaixar naquele abraço e dizer pra ele o quanto eu o amo, o quanto eu queria passar o resto da minha vida ao lado dele. Adeus, olhos verdes. Sejam felizes onde quer que estejam. Adeus, meu homem tão lindo. E não esquece, tá? Se a saudade apertar, eu estarei aqui. Se quiser voltar, eu estarei aqui. Sempre.