Let's travel?

Let's travel?
Entre sem bater.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

O amor é livre.

O amor não dói.

Se te prende, não é amor.

E, se dói, é qualquer coisa, menos amor. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

o amor não é um filme. não é uma novela. não é um conto de fadas.
é uma série. uma série daquelas que duram décadas. daquelas que têm muitas temporadas.
a cada temporada, existe a avaliação de como foi a anterior, quais foram os erros e os acertos.
há a projeção do que pode ser mudado e inovado para a próxima, e assim segue. 
a rota sempre é recalculada.
não existe final feliz. 
existe apenas o próximo capítulo. 
e a próxima temporada.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

 acabe com esta situação


ou ela acabará com você. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

muito se fala da dor que é

não caber em algum lugar, 

e ir embora.

pouco se fala da dor que é 

não caber, mas querer pertencer.

não caber, mas querer se encaixar. 

principalmente quando esse lugar 

é uma pessoa que você

ama.

muito.

sábado, 25 de janeiro de 2025

quantas vezes 

você exigiu do outro

um amor

que nem você

sentia por si?


 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Posso perdoar quem me causou mágoas, e mesmo assim haverá dias em que recordarei algumas dores antigas, e até superadas, que ainda irão doer. Posso decidir eliminar de vez algumas pessoas da minha vida, e, ainda assim, me lembrar delas. Posso decidir aceitar o meu passado, as minhas vivências, e seguir em frente. Porém, haverá momentos em que vou olhar para trás e me questionar: por quê? Posso decidir cuidar melhor de mim, me amar mais, me sentir incrível na minha própria pele e no meu jeito de ser. Mas em várias ocasiões vou olhar no espelho, ou vou olhar para dentro de mim, e vou me sentir imperfeita, desencaixada e cheia de defeitos. Porque nem todos os dias vou conseguir me amar, nem todos os dias vou conseguir sorrir, nem todos os dias vou lembrar de agradecer pela minha vida ou pelo que tenho. Nem sempre vou conseguir perdoar, esquecer, superar ou mesmo não julgar. E sabe do melhor? Está tudo bem! A cura não é instantânea. A cura é um processo. E sei que eu preciso ter paciência comigo e com as  minhas próprias emoções. Há dores em mim e em você que são profundas, há hábitos que são antigos, há crenças que foram por muito tempo alimentadas, há vivências que marcaram muito. Perceber que algo ainda dói, que não foi superado totalmente ou que ainda temos atitudes que não são sadias não significa que regredimos, ou falhamos... significa apenas que ainda estamos no caminho. Que estamos caminhando passinho por passinho. Nesse momento, precisamos ter paciência com nós mesmos e avaliar o quanto já conseguimos melhorar. Uma planta não cresce do dia para a noite, um machucado não cicatriza em segundos, nossos sentimentos não são reformulados em instantes. Leva tempo. Tempo e trabalho. Mas os resultados chegam. Que em nossos dias ruins não esqueçamos de nos regar com doses de paciência e afeto. A cura é algo que floresce em nós um pouco mais a cada dia. Não desista do processo. Sem perceber, eu estou crescendo. Você também está crescendo. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

o que será que é melhor: 

um mês com o coração partido

ou uma vida toda sofrendo pelo mesmo motivo?
tudo mudou - quando me entreguei
tudo fluiu - quando eu soltei
tudo chegou - quando foi a hora
tudo curou - quando eu aceitei

na próxima vez

 na próxima vez que o amor vier

evitarei as promessas

evitarei o apego

evitarei o passado

evitarei expor meus pontos fracos

evitarei permitir minhas lágrimas

e se for possível

evitarei, principalmente,

o amor. 

domingo, 19 de janeiro de 2025

hoje a casa está vazia.

mas, ao menos, não há mais cacos espalhados pelo chão. 

quando você menos esperar

essa ferida vai cicatrizar.

 A carne até os vermes tocam. 

De você, quero aquilo que o mundo não pode destruir.

Traumas traumatizam.

Você já ouviu dizer que nossos traumas servem pra nos fortalecer? Pois eu tenho uma notícia um pouco triste. Que traz uma certa desesperança e um gostinho amargo no fundo da garganta. Traumas não te fortalecem, traumas te traumatizam. Os nossos traumas despedaçaram nossos corações em pequenas partes, quase indivisíveis. E aí os momentos felizes vão colando essas partes... mas é como se fosse um copo de vidro quebrado, que você tenta colar - não fica perfeito nunca mais. Fica com vazamentos. Fica com cacos afiados prestes a cortar seu dedo. Um coração quebrado por um trauma nunca mais volta a ser inteiro de novo. O trauma te destrói. Desregula seu sistema nervoso. Seu sistema límbico, imunológico, respiratório, cardiovascular, e aqueles outros todos que a gente aprende na 5ª série. Não sei você, mas a soma dos meus traumas me fez desaprender a dormir. A respirar sem ar. A viver sentindo fisicamente a dor do meu coração pulando dentro do peito. O trauma me fez desaprender a confiar. Desaprendi também a amar. A me amar. O trauma me trouxe amargura. Engraçado, ainda dizem que o trauma fortalece... mas, em mim, o trauma roubou as forças de viver. Cheguei ao fundo do poço muitas e muitas vezes. E o bom disso tudo é que, a cada vez que eu caio no fundo do poço, fica mais fácil de achar o caminho de volta. A escalada pelas paredes do poço fica menos escorregadia. O poço cada vez parece menos gélido, menos abafado, menos assustador. Os musgos de lá já começam até a parecer acolhedores. Os monstros do poço parecem até sorrir pra mim, dizendo "você de novo?". E aí, mesmo cheia de traumas, mesmo com o coração despedaçado, aprendi a sair do poço. A subir, subir, subir, até ver a luz. Mas não pense que essa subida é fácil. Não é. Mesmo sendo a milésima vez, mesmo já sabendo o caminho de cor, mesmo conseguindo subir sem mapa e sem auxílio, a subida continua sendo excessivamente difícil. E aí, a cada vez que você sai de lá, você tem mais receio de cair, então se arrisca menos. Confia menos. Se entrega menos. Ama menos. Precisa valer muito a pena pra você ir em frente e enfrentar o risco da queda. E vou te contar um segredo: quase nunca vale.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

 abrace como se fosse a última vez

porque talvez seja