Nem tudo o que lemos é verdade, nem tudo o que vemos corresponde à realidade, nem tudo o que ouvimos ressalta os detalhes fatídicos. Vivemos, ouvimos, vemos e lemos o que dizem ser verossímio, real, fato. Mas em que exatamente é baseada essa estranha realidade? Ideias distintas rondam mentes distintas em mundos internos (totalmente) distintos. Como se nossas verdades fossem mentiras para um mundo onde já foi dado o veredicto de ideais sem fundamento. A massa luta junta para conseguir sabe-se lá o que, sabe-se lá para que. Lutam por direitos políticos ridículos, prejudicam aqueles que nada têm a ver com a história só e somente pelo prazer de fazer revoluções medíocres e sem cabimento algum. Ao inferno todos esses esquerdistas que não tem mais o que fazer!
R.L.A.
texto escrito durante os 5 minutos de aula perdidos para meia dúzia de comunistazinhos falarem merda tentando nos convencer de absurdos.
Let's travel?
Entre sem bater.
terça-feira, 18 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Gostaria, gostar ia, ia gostar.
Gostaria de viver em um mundo onde eu pudesse parar o tempo, atrasar e adiantar o relógio e ter o poder de me teletransportar. Um mundo onde as pessoas fossem educadas, em que comer não engordasse e ninguém maltratasse os animais. Onde os ônibus não fossem lotados, sempre houvesse vaga para o carro e gasolina fosse infinita e gratuita. Onde todos soubessem o significado e a importância da palavra respeito, onde crianças fossem inocentes e não existisse a homofobia. Um mundo onde não existissem doenças, fome e não houvesse gravidez indesejada. Onde dinheiro fosse uma solução, e não um problema. Onde pudéssemos deletar da memória o que quiséssemos, mandássemos em nossos corações e pudéssemos controlar nossos sentimentos. Gostaria de ter conhecimento pleno sobre todos os assuntos que considero interessantes, de ter lido todos os livros que já quis ler, conhecer todos os lugares onde já desejei estar. Gostaria de poder dizer tudo o que já tive vontade de dizer, de poder desfazer o que me arrependi de ter feito, de poder ter do meu lado todos os que eu admiro e gosto. Aliás... gostaria de gostar e admirar todos com quem já tive algum tipo de contato, é uma pena haver almas tão pequenas nesse enorme mundo de Rafaela.
R.L.A.
R.L.A.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
BUSCA - Cora Coralina
"Tenho encontrado muitas pessoas, porém não encontro gente...
Há um vazio dentro de cada um, um processo de fechamento em sentimentos.
Encontro sorrisos, porém daqueles que expõem apenas os dentes, mas não a alma.
Encontro verdadeiras tocaias, e não corações.
Reservas insistentes da solidão.
Tenho encontrado pessoas medrosas, indecisas, escondendo-se de si mesmas.
Pessoas que dizem: "Não sei... Não sei se quero... Não sei se posso..."
Quando sabem exatamente o que querem e o que buscam, e não se arriscam ao menor impulso.
Pessoas duras, escuras, impossibilitadas de amar.
Estas, cansei de encontrar...
Busco por gente que empreste o ombro, que não tenha medo de dizer que levou um tombo.
Busco por gente que assuma que amar traz sofrer, e, com esta certeza, não venham a se esconder.
Busco por gente que tenha a experiência de sobrevivente de guerra.
Busco por gente, que de tanto caminhar, não tenha receio de dizer que seus pés ainda têm muito por machucar.
Quero gente de coragem para comigo conversar.
Gente que saiba que máscaras não dão mais para usar, e sendo seu perfil interno, branco ou preto, tenha a dignidade de revelar.
Busco por gente que chore livremente, sem preconceitos pelas lágrimas derramadas.
Quero gente que saiba exatamente para onde está indo e o que deseja encontrar, mesmo que esta busca jamais venha alcançar.
Busco por gente,"Seres Humanos", que saibam se doar, estes eu anseio por encontrar.
Gente que saiba até ferir se precisar, mas que seja valente em seu ato para não mais enganar, a quem quer que seja, e a si próprio.
Gente de decisão, sem argumento para esconder, escusas ações.
Quero gente que é gente, que mostra a cara, vai à luta e dorme contente.
É desta gente que eu preciso!
Gente liberta, que me dêem um canto em seu colo e saibam me acariciar, sem tempo, sem hora e em qualquer lugar."
Há um vazio dentro de cada um, um processo de fechamento em sentimentos.
Encontro sorrisos, porém daqueles que expõem apenas os dentes, mas não a alma.
Encontro verdadeiras tocaias, e não corações.
Reservas insistentes da solidão.
Tenho encontrado pessoas medrosas, indecisas, escondendo-se de si mesmas.
Pessoas que dizem: "Não sei... Não sei se quero... Não sei se posso..."
Quando sabem exatamente o que querem e o que buscam, e não se arriscam ao menor impulso.
Pessoas duras, escuras, impossibilitadas de amar.
Estas, cansei de encontrar...
Busco por gente que empreste o ombro, que não tenha medo de dizer que levou um tombo.
Busco por gente que assuma que amar traz sofrer, e, com esta certeza, não venham a se esconder.
Busco por gente que tenha a experiência de sobrevivente de guerra.
Busco por gente, que de tanto caminhar, não tenha receio de dizer que seus pés ainda têm muito por machucar.
Quero gente de coragem para comigo conversar.
Gente que saiba que máscaras não dão mais para usar, e sendo seu perfil interno, branco ou preto, tenha a dignidade de revelar.
Busco por gente que chore livremente, sem preconceitos pelas lágrimas derramadas.
Quero gente que saiba exatamente para onde está indo e o que deseja encontrar, mesmo que esta busca jamais venha alcançar.
Busco por gente,"Seres Humanos", que saibam se doar, estes eu anseio por encontrar.
Gente que saiba até ferir se precisar, mas que seja valente em seu ato para não mais enganar, a quem quer que seja, e a si próprio.
Gente de decisão, sem argumento para esconder, escusas ações.
Quero gente que é gente, que mostra a cara, vai à luta e dorme contente.
É desta gente que eu preciso!
Gente liberta, que me dêem um canto em seu colo e saibam me acariciar, sem tempo, sem hora e em qualquer lugar."
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Take it, get it, do it.
Me dê um beijo, me dê um queijo, dê-me tudo o que eu almejo.
Não me entregue flor, não me venha com dor, siga-me onde eu for.
Compre-me um livro, lide com o sucessivo, mantenha-se sempre vivo.
Colabore, não implore, venha comigo e me explore.
Ore, chore, comemore.
Faça-me um elogio, proteja-me do frio, me embarque em seu navio.
Apague minhas tristezas, convença-me de incertezas, retire minhas avarezas.
Não teme me iludir, não me tente persuadir, segure-me quando eu cair.
Me escreva uma carta, faça-me sentir farta, jamais me reparta.
Cante, me encante, faça-me infante.
Me tire da treva, me deixe ser sua Eva e o que eu fizer, releva.
Me abrace incessantemente, me prometa o eternamente, ame-me loucamente.
R.L.A.
Não me entregue flor, não me venha com dor, siga-me onde eu for.
Compre-me um livro, lide com o sucessivo, mantenha-se sempre vivo.
Colabore, não implore, venha comigo e me explore.
Ore, chore, comemore.
Faça-me um elogio, proteja-me do frio, me embarque em seu navio.
Apague minhas tristezas, convença-me de incertezas, retire minhas avarezas.
Não teme me iludir, não me tente persuadir, segure-me quando eu cair.
Me escreva uma carta, faça-me sentir farta, jamais me reparta.
Cante, me encante, faça-me infante.
Me tire da treva, me deixe ser sua Eva e o que eu fizer, releva.
Me abrace incessantemente, me prometa o eternamente, ame-me loucamente.
R.L.A.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Fernando Pessoa - Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Palavras pequenas, palavras apenas... palavras!
"Para bom entendedor meia palavra basta. Palavra de rei não volta atrás. Pesar as palavras, medir as palavras, pedir a palavra, empenhar a palavra, cortar a palavra, em quatro palavras, palavra de honra, palavra de escoteiro, santas palavras, última palavra. A palavra é meu domínio sobre o mundo." .
Estou buscando...
Estou buscando o infinito. Amor infinito, lealdade infinita. Estou buscando paz infinita, equilíbrio, paixão, justiça, felicidade, dinheiro infinito. Estou buscando beijos infinitos, abraços infinitos, carinhos, presentes, cartas, olhares, ligações, elogios, surpresas infinitas.Estou buscando amigos infinitos, verdade infinita, conhecimento, livros, sabedoria infinita. Estou buscando tempo infinito, sonhos infinitos, palavras infinitas. Estou buscando cores infinitas, lugares, árvores, frutas infinitas. Estou buscando cheiros infinitos, sabores infinitos, sensações infinitas. Estou buscando o impossível: o infinito.
R.L.A.
R.L.A.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Querido diário
Hoje acordei e tudo estava diferente. O espelho me traiu. Estavam diferentes meus cabelos, minhas unhas e meu corpo. Meus olhos. Minhas ideias, meus ideais, minhas roupas. A cor do céu estava diferente, meus sentimentos estavam diferentes. Olhei através da janela, as pessoas estavam diferentes, os arbustos, as ruas, os vizinhos. Meus entes, amigos, conhecidos e desconhecidos: todos eram diferentes. Eu não conseguia reconhecer nem mesmo a sombra do passado, os fios soltos se lembranças incrédulas, os vestígios de saudades ociosas. Eu parecia ter acordado de um sonho que durou a vida toda, um sonho com alguns traços de pesadelo, onde sempre estiveram presentes o riso e a lágrima, o ódio e o amor, o beijo e a agressão. Eu parecia ter sido levada a outro planeta, a outra vida, a outra realidade. "De repente, não mais que de repente", os números não faziam mais parte de mim, tampouco a essência daqueles que sempre estiveram dentro da minha alma. As palavras me invadiram e roubaram tudo aquilo que sempre pensei ser meu e somente meu. Roubaram minhas falas, roubaram minhas leis-próprias, minha auto-constituição. Roubaram os valores que eu pensava serem os certos e me trouxeram tudo aquilo que eu sempre julguei como mau e errado. Fui escravizada ao relógio, aos sonhos, à imaginação, aos livros. Fui liberada dos pré-conceitos, das idéias antiquadas, dos objetivos mal-formulados. Hoje vou dormir, mas acho que quando eu acordar tudo estará diferente novamente. Basta ver quais sonhos me aguardam nesta longa noite que se aproxima...
R.L.A.
R.L.A.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Uma questão de personalidade.
. . Orgulho, egocentrismo, mutabilidade, impulsividade. Costume de sofrer sem ninguém saber, hábito de falar demaseadamente, gostos meio fora do comum . . Rafaela .
. . Diplomacia, elegância, bom senso, simpatia, justiça, educação. Hesitação, indecisão, necessidade de agradar, dificuldade com conflitos . . Libra.
. . Tendência à estética e a motivação pelo prazer e conforto; necessidade de segurança, estabilidade material e, também, afetiva. Objetividade, praticidade, produtividade, persistência, sensibilidade, desejo constante de ter sempre mais. . ascendência em Touro .
. . Diplomacia, elegância, bom senso, simpatia, justiça, educação. Hesitação, indecisão, necessidade de agradar, dificuldade com conflitos . . Libra.
. . Tendência à estética e a motivação pelo prazer e conforto; necessidade de segurança, estabilidade material e, também, afetiva. Objetividade, praticidade, produtividade, persistência, sensibilidade, desejo constante de ter sempre mais. . ascendência em Touro .
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Todas as Cartas de Amor são Ridículas - Álvaro de Campos
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
terça-feira, 9 de março de 2010
Após...
Mudar, mudança, mudado. Rotina muda, amores eternos acabam. Nem mesmo a eternidade é eterna. Mudam-se os pensamentos, os sentimentos, os gostos, o estilo. Mudam-se as roupas, mudam-se os amigos, os livros pelos quais nos interessamos. Os namoradinhos da adolescência com quem fiz tantos planos para o futuro, hoje não sei mais onde estão ou o que fazem. Já passei por momentos tão intensos que achei que não conseguiria sobreviver sem aquilo. Como viver sem ir aos ensaios de teatro, ou sem ir ao colégio? E hoje vivo. Por que mudam também nossa cabeça, nossa maturidade e nossas emoções. Nossas necessidades são outras, nossos prazeres são outros, nossas prioridades são outras. Devemos gostar do que fazemos neste momento, e não esperar o futuro para viver; devemos nos sentir satisfeitos diariamente – tendo ganância, é claro – mas contentes naquilo que fazemos todos os dias. Devemos lembrar de tudo o que já fizemos até um minuto atrás, devemos contar histórias e rever fotos. Devemos chorar de saudade, devemos ter vontade de abraçar todos aqueles de quem já gostamos um dia, aqueles com quem já passamos bons momentos, devemos reler cartas. Devemos trabalhar para viver e não viver para trabalhar. Por que e para que estamos aqui nem mesmo Einstein ou Platão conseguiu descobrir. Pensar enlouquece, então devemos optar entre sermos loucos ou adeptos da humanidade. Por isso, penso e aceito, aceito e amo. Não vale a pena tanta seriedade, tanta briga, ou mesmo tanto dinheiro em um lugar onde desconhecemos absolutamente tudo, absolutamente todos. Então vamos rir, vamos abraçar, vamos sair, comer, amar, viver. Vamos amar. Vamos viver. Porque a vida começa após a vida. Somente após a vida.
R.L.A.
R.L.A.
Plágio, plagiar, plagiado.
"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho"
Eça de Queiroz, O Primo Basílio
Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho"
Eça de Queiroz, O Primo Basílio
segunda-feira, 8 de março de 2010
Raio de sol
E então, naquele momento, um raio de sol invadiu minha propriedade – e como era lindo o meu raio de sol! – Trouxe com ele tantos substantivos de cujo sabor eu havia esquecido. Havia esquecido do sabor que tinha a paz, a esperança, a felicidade e a tranquilidade. Havia esquecido do sabor que tinha o a amor. E a compreensão, e o carinho, e a atenção. Antes do raio de sol eu havia sentido pontadas de uma faca chamada solidão. Quanto de mim o raio de sol havia renovado... me confortou quando eu pior me sentia. Afinal, quantas não eram as mudanças que ocorriam dentro e fora de mim! Talvez eu jamais nem nunca mais passaria por tanto tumulto em tão curto espaço de tempo. Tudo em mim mudou. Tudo para mim mudou. ‘Mudaram os horários, hábitos, lugares, inclusive as pessoas ao redor.’ Tudo mudou. Tudo. Só não mudou o brilho que era só e somente do meu raio de sol.
Para meu secreto raio de sol,
R.L.A.
Para meu secreto raio de sol,
R.L.A.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Só, somente, sozinho, solidão.
“Fiquei sentada ali e, depois de um tempo, percebi que nunca havia me sentido tão sozinha em toda a minha vida. Eu queria estar cercada por todas as pessoas que eu conhecia e com quem me importava. Queria ser abraçada e confortada por elas. Mas nem sei se isso me contentaria. Percebi que bem lá no fundo de mim havia uma parte que sempre estaria sozinha: do nascimento à morte e ainda além; toda pessoa tem alguma coisa que é só dela e de mais ninguém.
Foi assustador perceber que eu tinha essa pequena parte de solidão em mim, mas acho que isso tem a ver com meu amadurecimento: saber que eu fazia parte de uma família, de uma rede de amigos, mas que isso não era tudo. Eu tinha uma existência independente das outras pessoas que me amavam e me cercavam. Era uma ideia de solidão, mas que não era necessariamente ruim.”
Foi assustador perceber que eu tinha essa pequena parte de solidão em mim, mas acho que isso tem a ver com meu amadurecimento: saber que eu fazia parte de uma família, de uma rede de amigos, mas que isso não era tudo. Eu tinha uma existência independente das outras pessoas que me amavam e me cercavam. Era uma ideia de solidão, mas que não era necessariamente ruim.”
Um dia...
“Um dia, um professor nos diz qual é o sentido da vida e a gente boceja e olha para o relógio tentando calcular quantos segundos faltam para o sinal tocar. Outro dia, uma professora diz alguma coisa óbvia ou alguma coisa que você já ouviu um milhão de vezes e você pensa ‘Nossa! É verdade mesmo! Ela está certa: a variedade é o tempero da vida.’ Ou qualquer coisa assim...”
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