Let's travel?

Let's travel?
Entre sem bater.

sábado, 17 de março de 2012

Pessoa certa.

Nunca acreditei muito nessa história de tampa da panela, metade da laranja, alma gêmea, enfim, "pessoa certa". Pra mim, o que existe é pessoa adequada – e não pessoa “certa”. A pessoa adequada é aquela com quem você se sente bem. Aquela que te surpreende a cada minuto, para o bem. Aquela pessoa que te passa segurança com um abraço. Que te conforta com um sorriso. Aquela pessoa com quem você ri pelas situações mais inúteis. Aquela que ocupa na sua rotina o papel de melhor amiga. Aquela que tem a sua sintonia. Aquela que deixa o perfume dela em você, e isso te traz saudades durante o resto do dia. Aquela pessoa que gosta de algumas coisas – muito estranhas - em comum com você, ou que tem algumas manias – mais estranhas ainda – que você também tem. A pessoa adequada é aquela pra quem você liga quando tem cinco minutos livres na correria do dia. Ou liga simplesmente pra ouvir a voz. Pra falar oi. Pra contar que tropeçou na rua. A pessoa adequada te faz sentir leve. Te faz sentir confiante. A pessoa adequada é a última coisa que você pensa antes de dormir, e a primeira que pensa quando acorda. E isso te faz sorrir. A pessoa adequada te faz acreditar que existe algo chamado felicidade. Ou amizade. Ou paixão. Ou, ousaria arriscar, amor. A pessoa adequada é aquela que você consegue enxergar a alma. E vê sua alma na alma dela. Não importa que essa pessoa não seja a primeira, ou não venha a ser a última. Se ela te faz sorrir, que seja eterno. Que seja eterno enquanto o sorriso durar.

R.L.A.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Eduardo e Mônica.

Dois opostos, dois extremos, um acaso, um erro? Não era para ter acontecido, eu definitivamente não estava ali para isso, nem imaginava que alguém pudesse me notar ou que eu me prenderia. Ele me procuraria pelo resto do dia, por aquele arrepio que ele nem sabia explicar. Era para ter sido apenas aquilo, mas ele se encantou, e eu me encantei. Agora não sabemos como nos guiarmos, não existe razão alguma nisso. Aliás, razão e paixão são coisas inversamente proporcionais, e nunca, eu nunca quis viver tanta insanidade como gostaria de viver agora. Só sei que foi. Foi um olhar, uma palavra, um toque. Foi por acaso. Nós doi estávamos ali porque queríamos fugir, e aquele era nosso mundo paralelo em comum. O que sei é que ficamos mudos, como sempre acontece quando quem envia as palavras é o coração. Talvez tenhamos medo de tudo ser apenas um devaneio. Talvez seja mesmo. Nem tudo é como um filme, ou como a própria musica. No final podemos, simplesmente, acordar. Mas o que ficará é a sensação de um sonho. Um sonho muito bonito.


R.L.A. - em conjunto com ele

quinta-feira, 8 de março de 2012

ele me faz tão bem
ele me faz tão bem
que eu também quero
fazer isso por ele
e por hoje é só.

domingo, 4 de março de 2012

só por hoje

"Só por hoje eu não quero mais chorar. Só por hoje eu espero conseguir. Aceitar o que passou, o que virá. Só por hoje vou me lembrar de que sou feliz. Hoje já sei que sou tudo que preciso ser. Não preciso me desculpar e nem te convencer. O mundo é radical. Não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido, aprendi a viver um dia de cada vez. Só por hoje eu não vou me machucar, só por hoje eu não quero me esquecer de que há algumas pouco vinte quatro horas quase joguei a minha vida inteira fora. Não não não não! Viver é uma dádiva fatal! No fim das contas ninguém sai vivo daqui, mas vamos com calma. Só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu não vou me destruir, posso até ficar triste se eu quiser. É só por hoje, ao menos isso eu aprendi."

sábado, 3 de março de 2012

Me haces bien.

"Se ontem eu tinha dito que tinha medo de te perder, hoje é muito mais que isso. Se tornou quase uma condição de existência. Eu sei, vai ser difícil - mas para estar com você, enfrentaria não só o mundo dos homens; pelo nosso mundo, enfrentaria qualquer coisa, desde que sejamos nós: um exército de dois. Longe de você, eu não tenho força pra lutar, pra me guiar, pra continuar. Você chegou, quebrou minha promessa, prendeu minha atenção e disse tudo aquilo que em sonhos eu ouvia. Agora, por favor, promete que não seremos mais eu ou você, que seremos nós? Que não irá fugir, desistir ou sumir? Assim, te entrego meu coração inteiro, como uma flor, sem nenhum peso, sem nenhum medo, leve, levado pela paixão. Pensar no meu mundo sem você não é mais possível. Quando você está longe, as noites são intermináveis, os dias são vazios e nada faz sentido, nada. Se isso quer dizer amor, de amor quero viver, e isso ninguém, ninguém poderá mudar."

Watermelon

"- É meu, disse ele e, enquanto meus olhos encontravam os dele, aconteceu: o mágico pó prateado foi salpicado em cima de nós. Naquele instante, houve algo maravilhoso. A partir do momento em que realmente nos olhamos, embora nada soubéssemos um do outro (a não ser que gostávamos da mesma peça - ah, sim, e que gostávamos das nossas respectivas aparências), ambos percebemos que havíamos encontrado alguém especial. Sustento que nos apaixonamos imediatamente. Disse que eu era uma tola romântica. Disse que demorou menos de trinta segundos para se apaixonar por mim.
E então sorriu pra mim, um sorriso lento, sensual, uma espécie de sorriso de quem sabe das coisas, e juro a você que minhas entranhas viraram sorvete derretido. Você sabe, tudo assim meio quente, gelado e formigante e... ora... como se estivesse se dissolvendo ou algo parecido.
E muito tempo depois que a magia inicial já se desgastara e a maioria de nossas conversas era sobre política, tudo o que eu precisava fazer era lembrar daquele sorriso para me sentir exatamente como se tivesse acabado de me apaixonar outra vez.
É muito fácil prever o futuro, quando já aconteceu, se é que me entende. Eu sabia que olhava para o meu destino. Meu futuro. Apesar de toda a minha conversa sobre independência, eu era, de fato, do fundo do meu coração, uma pessoa muito romântica.
Tenho vergonha de contar-lhe que eu andava nas nuvens. E lamento mais ainda ter de lhe dizer que me sentia como se já o conhecesse há muito tempo. E vou agravar as coisas, contando ainda que achava que ninguém me entendia do mesmo jeito que ele. Também posso dizer que não sabia que era possível ser tão feliz. Não vou forçar a barra contando-lhe que ele me fazia sentir segura, inteligente e meiga. E, lamento, mas realmente devo-lhe dizer que achava que havia encontrado minha outra metade e agora eu era inteira, e prometo que vou parar por aqui."

- Melancia, de Marian Keyes. (levemente alterado).

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ser humano

Ser humano é isso. É ser inseguro, ansioso, guloso. Ser preguiçoso, impulsivo, irracional. É ter ciúmes, crises, chiliques. É chorar até dormir, é rir até chorar. É sentir liberdade com o vento. Ser humano é ser passional. Sentir com a razão. Pensar com a emoção. Ser humano é iniciar dieta toda segunda-feira, é quebrar a cara, é fazer promessas no Réveillon. Ser humano é se sentir péssimo sem motivo, é se sentir ótimo sem motivo. É se sentir bem olhando um pôr-do-sol. Ser humano é ser eternamente inexperiente. É acordar feliz, é acordar arrasado. É ter uma briga incessante com a própria altura ou formato do nariz. Ser humano é aprender diariamente, é se irritar, se decepcionar, se magoar. Ser humano é se apaixonar e ter medo, é sofrer e achar que nunca vai passar, é se entupir de chocolate e depois se sentir culpado. Ser humano é errar. Ser humano é ser errado. Ser humano é ser errante. Mas ser humano é, principalmente, ser, simplesmente, humano.

R.L.A.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Quem me faz falta.

"Não penso mais em mim, em felicidade, em futuro sem pensar em você. Espero ansiosamente cada mensagem, cada palavra, cada telefonema, como se fosse ultimo e como se fosse a única coisa que me resta, a única coisa que me faz feliz. Não sei o por que disso. Como você, havia jurado para mim mesmo que não ia me apaixonar, que não haveria outro texto, que eu não morreria de amor. Estava enganado mais uma vez. Mas aconteceu, e eu não esperava que acontecesse, desta vez não criei nada e foi tudo tao rápido. Nunca tive tanto medo de cometer um erro, de perder alguém, como tenho agora. Estar bem, hoje, se resume a ter você por perto, mesmo que longe. Sua presença em palavras, ou sua voz, já é o bastante. Tenho tanto medo de me entregar, de me jogar de cabeça, mas às vezes parece incontrolavel, não sei por quanto tempo resistirei. Às vezes meu coração parece querer sair do peito pra viver essa paixão, sem ninguém para segurar. Tudo parece um sonho. Nunca pensei tanto em viver o presente quanto agora, sem me preocupar com o futuro, sem pensar muito, apenas viver. Deixar acontecer. Isso não tinha acontecido, não sei o que é ser correspondido, o certo é que se for um sonho, eu não quero nunca mais acordar."

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Do que eu gosto?

"Gosto de gente com a cabeça no lugar, com conteúdo interno, idealismo nos olhos e os dois pés na realidade. Gosto de gente que ri, gosto de gente que chora - com um telefonema, uma canção, um filme, um livro, um gesto, um abraço. Gosto de gente que ama, que sente saudade, gosto de gente que gosta de gente. Gente que admira paisagens, poeira, chuva. Gosto de gente que tem tempo para sorrir, perdoar, repartir, compartilhar. Gente que dá espaço para as emoções que vêm de dentro. Gosto de qente que gosta de fazer o que gosta. Gente que não foge de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. Gente que orienta, entende, aconselha, ouve, aprende - aprende de tudo e todos. Gosto de gente de coração desarmado. Gosto de gente que erra e reconhece, cai e se levanta, se machuca e recomeça. Gosto de gente que ama, gente que ama, ama, ama. Mas do que eu gosto mesmo... é de gente."

- texto alterado livremente

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Teatro dos Vampiros

"Sempre precisei de um pouco de atenção. Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto. E destes dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos. Esse é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante. E a primeira vez é sempre a última chance. Ninguém vê onde chegamos... os assassinos estão livres, nós não estamos. E a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas. Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas, e esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar. Quando me vi tendo de viver comigo, apenas, e com o mundo, você me veio como um sonho bom... e me assustei. Não sou perfeito, eu não esqueço. A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber. E de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir. E a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas. Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas... E, mesmo assim, não tenho pena de ninguém..."

- Legião Urbana

Ser forte, início de semestre.

Não me sinto nem um pouco preparada para começar tudo de novo. De novo. Mais eternos meses que vão se arrastar, com todo o peso, a responsabilidade, o cansaço sem fim. Como sempre, pareço não ter forças para suportar tudo mais uma vez, mas tenho de ter. Tenho de arranjar um modo de encontrar algum tipo de prazer neste sofrer. Isso é a vida, afinal, não é? Suportar, quando tudo parece desmoronar. Quando ninguém parece suficiente para conseguir ajudar. A vida se torna uma batalha diária, contra tudo e todos mas, principal e peculiarmente, uma batalha diária contra aquele que pode ser nosso pior inimigo – nós mesmos. Aquele que pode ser capaz de colocar as maiores barreiras em nossos caminhos, aquele que pode complicar ao máximo o que poderia ser simples. Aquele que poderia nos ajudar, poderia tornar tudo leve e bonito, mas acaba colocando empecilhos onde não existe, acaba nos fazendo sentir que não estamos preparados para começar tudo de novo. De novo. A verdade é que o tempo passa e, quando percebemos, os meses não foram eternos e o peso, a responsabilidade e o cansaço nem foram tão grandes assim. Ser forte é isso. É ser forte. Mesmo sem saber que se é.

R.L.A.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A língua dos anjos

Teríamos de enfrentar o mundo. Teríamos de ir de encontro a todo o preconceito, a todos os olhares tortos, as línguas afiadas. Seríamos eu e você, você e eu, apenas. Talvez, juntos tudo viesse a ser mais fácil. Nossa conexão teria de ser forte, muito forte, para suportar tudo o que viria contra nós. Acima de tudo, teria de haver sentimento. Um sentimento que você nunca sentiu, um sentimento com o qual eu não estou nada acostumada. Foi tudo tão inesperado. Tudo tão diferente de tudo. Apenas nós dois sabemos. Meu cúmplice. Agora me parece tão certo, tão verdadeiro, tão... nós. Talvez eu não esteja preparada... talvez seja o certo no errado, ou o errado no certo, você me confunde, você me tira do eixo, você esvazia tudo o que eu já vivi, me deixa inexperiente, me deixa tola. Me deixa apaixonada. Paixão, palavra engraçada. Palavra que eu não esperava usar, não esperava que fizesse parte da minha vida, não agora. E aí eu começo a sentir falta, abstinência de você, pensar em você, imaginar você, imaginar nós dois. E cada vez mais me parece loucura, me parece proibido, me parece bobo. Só que não há nada que eu possa fazer. Eu não quis que você entrasse na minha vida. Você simplesmente entrou, sem bater na porta, sem pedir licença, agora aqui está você, preenchendo tudo. Tudo. Mas pra viver você, eu teria de enfrentar o mundo. Teríamos de enfrentar o mundo. Você aceita, enfrentar o mundo comigo?


R.L.A.


("E mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem. Queria até que pudesses me ver, és parte ainda do que me faz forte e, pra ser honesto, só um pouquinho infeliz... Mas tudo bem, tudo bem, tudo bem... Lá vem, lá vem, lá vem... de novo... Acho que estou gostando de alguém, e é de ti. Acho que estou gostando de alguém... e é de ti, que não me esquecerei.")

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Apenas mais uma de amor...

"Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder. Deixo assim ficar subentendido... Como uma ideia que existe na cabeça, e não tem a menor obrigação de acontecer. Eu acho tão bonito isso, de ser abstrato, a beleza é mesmo tão fugaz. É uma ideia que existe na cabeça, e não tem a menor pretensão de acontecer. Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza, então! A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer. Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber."

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mais um conflito.

Peguei meu celular. Procurei na agenda. Seu nome ainda estava lá, intacto. Selecionei. Compor mensagem instantânea. Escrevi. Escrevi tudo aquilo que ainda me resta. Tudo o que ainda não te disse. Tudo o que você nem sonha que eu sinto. Escrevi que sinto muito a sua falta. Que ainda quero entender os motivos que nos levaram a este fim. Que ainda gosto de você, gosto mesmo, que gostaria de te ter aqui. Se não como companheiro, como amigo, como conhecido, que seja. Sempre dei meu melhor a você. Sempre tentei, sempre me esforcei pra te tratar da melhor forma que eu conseguia, e não foi fácil. Confusa, chata, egoísta, sei que sou tudo isso. Escrevi pra você que ainda quero um último abraço, que ainda quero te ter aqui pra eu contar meu dia, que ainda quero você, pela metade ou por inteiro. Escrevi tudo, tudo aquilo que quero tanto que você saiba. Terminei pedindo que você jamais tenha dúvidas de que eu te amei, e ainda te amo. Quando o celular me perguntou se eu desejava enviar a mensagem, minha emoção gritou, berrou, implorou que sim. Mas minha razão finalizou a operação, sem sequer salvar nos rascunhos. E a mensagem jamais chegou, e não chegará, a você, ao seus olhos, ao seu coração.

R.L.A.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tarde demais.

Hoje tirei o dia para remexer minha vida. Minhas gavetas e minha memória. Encontrei tanta lembrança boa... parei para pensar em quanto sentimento atirei janela afora. Me deparei com tantas cartas que jamais chegaram às mãos daqueles que me inspiraram. Tantos passaram por mim e foram embora sem sequer saber o quanto foram especiais pra mim. Foram embora sem eu ter dito o quanto eu os amava, o quanto os queria bem. E eu os deixei ir. Não pedi que ficassem, não dei um abraço de despedida. Cada um deles simplesmente partiu, partiu sem olhar pra trás, partiu sem rumo, sem volta. Será que errei tanto assim? Será que teria feito diferença se eu tivesse dito o quanto cada um dominava meus sentimentos e meus pensamentos? Tudo seria diferente se ao menos uma das vezes eu tivesse deixado o orgulho guardado e arriscado tudo pra quem sabe viver uma grande paixão? Talvez, talvez. Sei que cada uma dessas cartas, escritas por meu próprio punho e contendo minhas próprias lágrimas, hoje repousam juntas, esquecidas, em minha própria gaveta. Pode ser que elas tivesses despertado sorrisos sinceros, despertado sentimentos profundos e verdadeiros, mudado o rumo de tudo... se tivessem sido entregues no tempo certo. Mas não foram. E agora, ai, agora... agora é tarde, tarde demais. O dia acabou, já remexi minha vida, minhas gavetas e minhas memórias , dúvidas surgiram e imaginações aconteceram. Mas agora, agora é tarde demais. E amanhã é um novo dia.

R.L.A.