Let's travel?

Let's travel?
Entre sem bater.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Angústia e injustiça, angústia pela injustiça

Cada vez me convenço mais de que são os sentimentos ruins que me fazem escrever. Em meio a toda essa loucura, arrumei 10 minutos para desabafar. Porque é assim que eu consigo me sentir um pouco mais leve e com o peito um pouco menos apertado. A angústia dói tanto, parece uma corda que amarra meu coração. Essa sensação de a vida estar com um nó, paralisada. A espera por uma justiça que não é feita logo, essa é a pior parte. Se quer fazer uma pessoa tão justa quanto eu sofrer, nada melhor do que a justiça demorar. Essa incerteza em saber se ela virá ou não. Me seguro pra não fazer justiça com minhas próprias mãos. Será que fazer justiça seria fazer o "mal", e sendo assim, eu teria que pagar por isso depois? Será que a vida me entenderia? Eu não quero o mal. Só quero o troco contado moeda por moeda de tudo o que eu e aqueles que eu amo estão passando. Por cada passo dado, vai pagar. Ver meu irmão sofrer dói demais, apesar de ele fingir que não está sofrendo. Claro que está. Eu não me importo que me façam sofrer, mas fazer ele sofrer ninguém vai. Esta é minha missão e é por isso que estou aqui. Vou defendê-lo até o fim, mato e morro se for preciso. Pra isso eu vim, e pra isso continuarei até o fim.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Long time...

Oi, blog. Faz simplesmente 1 ano e 7 meses que eu não escrevo nada por aqui. Acho que foi um tempo meio (muito!) corrido, então por isso acabei nunca mais aparecendo... Tão bom reler as postagens que já fiz, dizem tanto sobre mim e sobre o que eu sentia em cada momento. Agora estou aqui. Quase a mesma de sempre... Mas acho que com menos tempo hábil pra ficar depressiva. Talvez a melancolia de sempre ainda exista em mim (sei que existe), mas não tendo tempo para refletir, acabo deixando ela bem guardadinha. E quase esquecida. A partir daquele janeiro de 2013 (última postagem) a vida foi tranquila... Novas experiências... Mas um ano chatinho no quesito "minha liberdade". 2014 está sendo talvez o pior ano da minha vida. No quesito "liberdade" não podia ser melhor... consegui tudo o que eu sempre quis - ser eu. No quesito "saco cheio" - não podia ser pior. Quesito cansaço, também. A minha sorte é que de fevereiro pra cá eu não vi a vida passar. Quando acordei já é agosto. São só mais 4 meses sobrevivendo até este ano acabar. A minha melancolia foi esquecida dentro de mim, e parece que eu mesma fui esquecida junto com ela.

sábado, 5 de janeiro de 2013

ô angústia que não passa, QUE MERDA!

domingo, 30 de dezembro de 2012

"Feelings are scary, and sometimes they are painful. If you can't feel pain, you are not gonna feel anything else either." - Ordinary People

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

esquecer?

cada cheiro, cada espelho, cada lugar, cada minuto que o ponteiro do relógio marca: tudo me lembra você. cada fotografia, cada nota musical, cada rosto que vejo por aí: tudo me leva pra perto de você. te vejo quando me vejo, te vejo quando vejo o céu, te vejo em cada cor e em cada sabor. tudo é você. me pergunto o que faria se, um dia, tivesse de te esquecer. como faria, se até o meu reflexo é você? meus sonhos, minhas palavras, meus instintos e meus desejos, você, você, você! já é tarde, você já faz parte de tudo dentro e fora de mim, meu mundo é você, minha alma é você, e esquecer, esquece! não dá, não.

sábado, 22 de dezembro de 2012

quase rasgando.

família puxando de um lado, namorado de outro, faculdade de outro, carreira de outro, eu mesma de outro... sinto que não suporto muito tempo. Me sinto uma corda de cabo-de-guerra, mas parece que, em vez de um dos lados ganhar, a corda vai se romper.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Don't carry the world upon your shoulders...

it's been such a time since I haven't written anything in English... what a pity, 'cuz I don't even know if I still can do it! hahahaha. Well... life is surprising me more and more. Actually I am surprising myself every day, each moment. My fate prepared this part for me and it's not, or at least it wasn't being easy. Totally the opposite: it was being really, really tough. Lots of tears have come out. Crying became routine. I was desperate every time. Now I think that things will get a little bit easier for me. I don't know. New ways... new possibilities... let's see... So many dreams, so many plans, and I can see that it will be a looooooong way to reach them. I will have to work hard. I will have to stand! But now I decided that I will not carry the whole world upon my shoulders anymore. I was not able to support that weight on me. I think I will try to relax a bit more. I will let the life run... I will let the life ride me. I will let the life take me to wherever it wants to! :)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

watch yourself!

cuidado com seus pensamentos, eles se tornam palavras. cuidado com suas palavras, elas se tornam ações. cuidado com suas ações, elas viram hábitos. cuidado com seus hábitos, eles viram caráter. cuidado com seu caráter: ele vira destino.

sábado, 24 de novembro de 2012

não tenha medo da tristeza

Não tenha medo da tristeza. Ela é tão linda, azul e profunda. É o mais digno dos sentimentos, o mais capaz de borbulhar por dentro do peito, às vezes borbulha tanto que até transborda pelos olhos! Não tema, não tema jamais, nunca tenha medo da linda tristeza. Só tenha um pouco de cuidado, porque ela pode ser altamente viciante. Nunca se preocupe enquanto estiver feliz, triste, decepcionado, desesperado, apaixonado. Qualquer coisa que ainda se mova dentro de você, que faça você ter certeza de que ainda está vivo, qualquer coisa dessas é sempre muito bem-vinda. Seja a dor ou o riso, seja a lágrima ou o grito. Tudo que se mover dentro de você não é motivo para ser temido. Tenha medo da ausência dos sentimentos. É, a morte da esperança! Quando a esperança morre, já não há qualquer outro sentimento vivo. Ela é a última a morrer. Tenha muito medo de isso acontecer, esse negócio de a esperança morrer. O que acontece é que fica um vazio tão enorme por dentro que você sente ser um corpo oco. Se você toma um gole de água, ele cai no vazio, ecoa em um espaço de um metro e pouco, ou quase dois. Seu nome passa a ser indiferença. Já não importa se está calor ou frio, sol ou chuva, se você é gordo ou magro, bonito ou feio. Seu rosto já não tem mais expressão, seu estômago já não sente fome, seus lábios não secam de sede. Você passa a sobreviver. E cada segundo é uma luta enorme, parece durar uma eternidade, você torce para que o relógio corra para a hora de você dormir e reza para que a hora de acordar não chegue. Sua alma está estatelada em algum minuto do tempo passado, seu desejo é que seu corpo tivesse se perdido junto com ela, mas não, seu corpo está aqui te perseguindo na sua vontade de reencontrar sua alma. Mas a alma morreu junto com a esperança. E se a esperança renasce? Eu não sei, mas se a minha renascer, eu te conto.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

vou-me embora para Pasárgada

Qual a lógica disso tudo, afinal? Pra que serve essa luta diária, incessante, que não leva a lugar algum? Cada segundo que passa é um segundo a menos, o relógio da vida tique-taqueando ao contrário, em uma contagem regressiva para o fim. E tudo isso pra que? pra que, pra que, pra que? Pressa, dor, sofrimento, tudo tão entediante, lotado, sufocante! O despertador já tocou, que droga! Levantar, que esforço. Tomar banho, escolher a roupa, comer. Sair, ar poluído, ônibus lotado, trânsito infernal, estou atrasado, de novo! Passagem cara, gasolina acabando mais uma vez. Pedinte no farol, mendigo na estação, já disse que não, não tenho uma moeda! Trabalhar, estudar, eu não gosto do que faço, não tenho certeza do que eu quero, como mudar? Agora não dá, tá no meio do caminho, tem que esperar acabar. Que droga, por que fui escolher isso pra minha vida? Poxa, eu sempre sonhei em ganhar mais, e agora vejo que não dá. Droga, droga! Finalmente o final de semana. Parque, cinema, restaurante? Filas, multidão, tudo caro. Mostre a carteirinha de estudante. Qual a bebida, quer catchup? Domingo, que dia chato, amanhã já é segunda-feira de novo e eu nem aproveitei. Hoje vou descansar. Nada na televisão, nenhum livro me interessa, na internet só tem gente falando porcaria. Domingo deprime. Segunda-feira de novo, droga!, tudo de novo. Quero férias, quero férias! Chegam as férias. Que tédio, não ter o que fazer. Não tenho dinheiro, viajar não quero, a praia vai estar suja e lotada, o interior muito quieto, vazio. Acabam as férias. Voltar pro trabalho de novo, que inferno! Toda aquela gente chata, aquele trabalho insuportável, porque não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar. Acordar com o peso de um dia nos ombros, reclamando, dormir com a sensação de ter feito muito e mesmo assim nada foi feito, reclamando. No sistema só corrupção. Na natureza só destruição. Na rua é um matando o outro, um culpando o outro, um julgando o outro. E quanto aos sonhos? Pra que eles servem? Quando se realizam, perdem a graça, e novos "sonhos" tomam o lugar, reabrem o vazio no peito; quando não se realizam, viram frustração. E as pessoas? Pessoas estão aí para cobrar, para ter que dar satisfação, pra te decepcionar e te fazer pensar o tempo todo em como agir e no que dizer. Pessoas também magoam, e estão aí pra sufocar ainda mais onde quase já não há ar. E o tempo, o dono do jogo, vai controlando seus passos e te levando para onde ele quer. Pra lá na frente ele jogar tudo na sua cara, os seus erros, o que você deixou de fazer, quem e o que você perdeu, cada um de seus fracassos e lutas em que você foi derrotado, derrubado, esmagado. E essas lágrimas aí? De que adiantam, para que servem? Eu respondo, para nada. Nada. Se engana aquele que acredita que a morte é triste, é ruim. Morrer é fácil. É a parte mais fácil da vida. O que é difícil é continuar aqui. Onde você nunca está completo, sempre falta algo, sempre há algo por fazer, algo por dizer. Afinal, quem está preso é quem está mais livre, porque eu aqui, solta, é que estou presa, presa às minhas próprias amarras, presa a pessoas, presas a essa vida sem sentido, vida de droga, vida sem lógica, vida que espera nada, nada além do fim. Vou-me embora para Pasárgada, aqui não sou feliz e lá a existência é uma aventura. Vou-me embora para Pasárgada.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A faculdade.

Na faculdade não toca sinal. Na faculdade não tenho foto da turma. Não tenho passeio de estudo do meio ambiente. Não tenho ponto positivo. Se eu falto, não ligam para os meus pais. Quando tiro uma nota vermelha, muito menos. Posso até repetir de ano que meus pais nem sabem. O professor não me tira da sala, porque eu simplesmente não tenho com quem conversar ou bagunçar. O diretor não passa a mão na minha cabeça. O coordenador não banca o psicólogo. A professora não adia a entrega do meu trabalho, mesmo que eu esteja morrendo ou tenha sido assaltada no caminho e perdido o tal trabalho. Na faculdade ninguém sabe meu nome. Nem os funcionários, diretores, professores, nem quem está sentado do meu lado assistindo a aula. Não preciso mais pedir para ir ao banheiro ou beber água. Não preciso bolar planos malígnos para sair mais cedo. O dinheiro do lanche sai do meu próprio bolso. E este lanche eu como sozinha. Não tenho mais tempo para decidir qual matéria mais gosto, porque agora só tenho uma. Não tenho mais aqueles amigos experientes para me ajudarem a escolher uma trilha - hoje essas pessoas "experientes" são simplesmente professores doutores que não me conhecem e não estão interessados em me ajudar. A faculdade me mostrou como é a vida real. Foi criada em mim uma liberdade de escolha muito grande. Mas o que mais aprendi foi que nosso caminho a gente trilha sozinho, e na vida real, a real é que ninguém está nem aí para você.

sábado, 27 de outubro de 2012

devorar.

Sou assim. Confusa, complicada. Amada, amadora, amante sei lá de que. Confiante, confiável, desconfiada. Tigre faminto, gato choroso. Menininha, mulherão, criança, sábio. Decifrante e indecifrável. Eu te devoro, se tiver oportunidade. Te engulo. Te absorvo. Te envolvo. Seduzo. Medusa. Iara. Madalena, Julieta apaixonada. Vilã, vítima. Bipolar. Do bem, do mal. Do meio. Decifra-me, decifra-me! Decifra-me logo. Ou te devoro.

domingo, 14 de outubro de 2012

Vinte anos, vinte milhões de confusões.

É. Hoje faço vinte anos. Sonhei tanto com os dezoito e, caramba!, já são vinte. E, bom, nunca estive tão perdida em toda a minha vida. Tenho algumas certezas, poucas, como o amor passional. Mas sobre a vida, ah, a vida... “mais vale um cachorro vivo”. Tenho tanto a dizer e são tão poucas as palavras disponíveis. Sei te dizer que essa crise dos vinte existe, ô se existe. Como é difícil não saber pra onde vou ou pior, pra onde quero ir. Até sei que no fim tudo se ajeita, se acalma, se encaixa, mas essa espera dói tanto! Já percebi que o bom é viver minuto a minuto. Esperando com toda a paciência do mundo. A vida não deve ser só isso, deve ter uma coisa boa esperando por mim enquanto espero por ela. Enquanto isso vou tirando forças daqui e dali, de mim e dele, vou vivendo, sobrevivendo, e enquanto a vida passa, eu passo pela vida... e nessas passagens eu ainda espero que haja um encontro, novamente, da vida comigo, de mim com essa confusão toda chamada vida...

sábado, 6 de outubro de 2012

A crise dos 20

"O que antes era futuro agora é o meu presente. Eu fico me perguntando se realmente estou no caminho certo. O tempo passa tão rápido e é tão cruel. Será que deixei alguma coisa escapar? Será que em algum momento eu me perdi e agora estou tentando voltar ao caminho certo? Será que devo retroceder ou acelerar ainda mais rumo ao futuro? Será que este é o meu lugar? Cara, o que eu estou fazendo da minha vida? Será que deveria ter viajado pelo mundo? Será que deveria estar em uma festa bebendo com os amigos imaginando acordar no outro dia com uma boa ressaca? Será que deveria estar na faculdade criando um grande projeto social e levando paz interior as pessoas? Isso pode parecer legal para alguns, mas não se encaixa muito no meu perfil de felicidade. Gosto de viajar mas não aguentaria isso por muito tempo. Não nasci para ser nômade. Sou de me apegar a um lugar, me aquietar, fazer dele meu lar. Não gosto muito de grandes multidões e não nasci para virar noite em festas. Meu sono é eterno. Além disso, sou adepta da lucidez e não sinto prazer em acordar na cama sem lembrar de nada do que fiz no dia anterior e ainda com uma baita dor de cabeça. Ainda estou na faculdade e ainda não estudei o suficiente. Tenho sonhos que o meu salário não ajuda em realizar e o tempo virou meu algoz. Tenho medo de daqui a dez anos estar escrevendo como a vida poderia ter sido e não foi. Continuar com a xícara de café, agenda e os sonhos presos no coração. Acho que a crise dos vinte anos é isso. Um grande hiato entre o que fomos e o que queremos ser."

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Dezenove Primaveras

"Dezenove anos e dezenove mil dúvidas na cabeça. Há tanto que ainda não foi respondido, há tanto ainda a se perguntar... Que direção tomar, quais decisões descartar, quais aceitar? Poucas primaveras e tantas outras pra decorar. Cobranças de seres que nem sequer conhecemos. Quem ser nessa era irada da vida? Um novo dia, uma nova ideia, uma nova decisão, e no dia seguinte tudo está perdido novamente. Não sei para onde mirar, Todas as opções tem seus prós, tem seus contras. Uma questão de observar e preservar. Mas quem? Quando? Onde? Dezenove anos e cento e dezenove carregados nas costas. Há tanto que ainda não foi descoberto, há tanto a se inventar... Quanto tempo ainda há de restar?" Alanna Della Possa