Let's travel?

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Entre sem bater.

domingo, 30 de outubro de 2022

"Casal imperfeito"

 - A realidade das imperfeições, de ambos

- São necessários AJUSTES

- O casamento não é a junção de duas páginas em branco. Trazemos conosco as nossas vivências e histórias.

- Todos entram em um casamento carregando a bagagem de comportamentos e pensamentos que vivenciam em suas antigas casas.

- As malas que trazemos de nossos antigos lares só podem ser desfeitas JUNTOS. É importante um cônjuge conhecer as bagagens do outro, e é nosso papel apresentá-las ao outro.

- Quando as expectativas são frustradas, às vezes pelo nosso próprio comportamento, encontramos uma oportunidade de nos desnudar emocionalmente um para o outro. Não há máscaras dentro de um casamento.

- PERDÃO ao que é perdoável. RECOMEÇO enquanto valer a pena. ESPERANÇA de ser melhor.

- A casa será dos DOIS e são pessoas diferentes. O mais organizado pode acabar se tornando centralizador. 

- Importância de trabalhar como equipe. 

- Coisas simples que para um dos cônjuges parecem "óbvias", acaba por haver uma exigência de um "senso comum" que pode não existir na cabeça do outro, pois é algo que só faz sentido pra você. Por isso a importância do diálogo, nem tudo que é óbvio para um, é óbvio para o outro. Necessidade de diálogo claro, e colocar as coisas com praticidade, mesmo que para você sejam coisas "óbvias".

- Ajustes diários. Optar pelo caminho da conversa, não do atrito, é isso que leva o casamento a ter um funcionamento saudável. 

- Não subestimar as pequenas conquistas e acertos dentro de um casamento: são justamente eles que moldam o casal, o levando a um lugar seguro e saudável.

- Refletir sobre a realidade da casa dos pais e o casamento deles. Quais bagagens você traz para o seu relacionamento? Quais são positivas e quais são negativas?

- É comum duas pessoas completamente diferentes se tornarem um casal, é como se buscássemos no outro o que falta em nós. Exemplo: um agitado, o outro calmo; um comunicativo, o outro quieto; um extravagante, o outro discreto; um silêncio, outro barulho; um observador, outro desatento; um que deixa tudo sempre para a última hora, o outro se antecipa; um que relaxa com música clássica, o outro que se irrita com tantos instrumentos tocados ao mesmo tempo; um sonhador e cheio de planos, o outro apenas seguindo em frente; um que gosta de aventura, outro gosta de tudo planejado. Esses são só alguns exemplos das centenas de diferenças que podem existir. 

- Quando o nosso olhar muda sobre o outro, tudo muda. As virtudes que você admira no seu cônjuge acabam perdendo valor diante dos defeitos que você já não consegue suportar. As pessoas brigam, brigam, não encontram solução, jogam o problema para debaixo do tapete, e sobrevivem. E assim a relação vai se desgastando. 

- Um casal não é formado por duas pessoas que jogam em times diferentes, lutando um contra o outro. O casal deve ser um time de pessoas que lutam juntas contra um problema. Não são inimigos em um campo de batalha. O problema não é a pessoa, e sim alguma dificuldade que a pessoa tenha, como, por exemplo, a dificuldade em resolver conflitos. Um time de dois é bem mais forte do que um time de um. 

- Cuidado ao se abrir com pessoas não confiáveis para falar dos problemas do relacionamento e para criticar o cônjuge. Nos unimos com pessoas para falar mal dele. Parece um alívio ver que outras pessoas pensam o mesmo que nós. Mas isso acaba alimentando um sentimento que além de ruim, pode ser errado. Ao se unir como um time, quando vem alguém opinar sobre o cônjuge em sua ausência, passe a defendê-lo, e não o contrário. 

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Monte Everest

 Falei pra ele… o chão tava tranquilo, meio frio, meio úmido, meio solitário, mas dava pra seguir em frente, dava pra continuar. E aí ele chegou a foi me levando cada vez mais alto… espero que ele não me empurre lá de cima quando atingirmos o pico do Everest. De uma queda tão alta, vai ser impossível sobreviver!

quarta-feira, 13 de abril de 2022

A paz invadiu o meu coração…

 Ali estava eu. Era quarta-feira, 20h, estava sozinha mas tão, tão completa. Sentada em um chão de concreto cinza, em uma pista de corrida no topo de um shopping, iluminação amarelada e muito aconchegante, e, em volta, a vista do alto da minha cidade preferida no mundo. Prédios longe, acesos, famílias devem estar jantando, crianças fazendo lição de casa, cachorros latindo, adolescentes trancados no quarto, divorciadas chorando, homens tomando cerveja assistindo à televisão, tanta coisa deve estar acontecendo em cada uma dessas janelas acesas que daqui parecem só uns quadradinhos brilhantes. E eu aqui. Observando a tudo em volta, achando tudo tão calmo, meu coração tranquilo depois de tanto tempo. Parece que aquela sensação que tanto almejei finalmente chegou até mim. Agora é dar valor… é uma sensação de peito parado… quem sofre de ansiedade entende o que quero dizer. A respiração não está ofegante e não consigo sentir meu coração batendo tentando pular pra fora. Aquele que tem me transbordado está a alguns metros, fora do meu campo de visão, e me sinto completa aqui sentada. Com uma sensação muito maravilhosa de estar tudo encaixado… como sonhei com isso. Obrigada, vida. Olhando pra trás acho que essa sensação só é tão valorosa por conta de tudo que eu passei. Que fase boa de autoconhecimento e autocura. Queria que todos passassem pelas intensidades que eu passei e tenho passado, de tanta coisa muito ruim e tanta coisa muito boa. É o que faz a vida ser incrível do jeito que é, nunca saber o que te espera na próxima esquina, cada segundo sendo único e nunca mais sendo repetido. Só acumulando dentro da mente as lembranças e no corpo as sensações… formando tijolinho por tijolinho quem a gente é. E é isso. Finalmente, finalmente a paz invadiu o meu coração. Até quando? Não sei. Mas vou saber aproveitar bem de perto cada momento que essa sensação boa me inundar, como hoje, agora, aqui, sozinha mas não solitária, sentada no concreto frio com o peito quentinho. 

“Só se aprende a aproveitar a calmaria sobrevivendo à tempestade”

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Finalmente chegou o dia

 Finalmente chegou o dia em que nada mais importa, e que eu estou onde eu gostaria de estar. Ver ele com ela já não importa, e não importa o fato de ela ser tão linda, ver o outro ficando noivo ou se dando bem, tudo isso já não importa mais, porque aqui está o que eu sempre quis, mesmo em todos os meses passados o meu amor platônico esteve ali, e hoje ele é real. E eu prometo dar todo o valor, prometo que seja eterno enquanto dure, infinito enquanto durar esse amor apaixonado aqui dentro do meu peito. 

Passando pra te lembrar...

 Passando pra te lembrar que do fundo do poço realmente não tem mais para onde descer. Parece que tem, né? Parece que existe tipo um subsolo abaixo do nível do chão gelado e cheio de musgo do fundo do poço. Acredite... não há. E quando você menos espera, você pisca o olho e lá está você, vendo o quentinho do sol e o céu azul, de novo. E pensando... "caramba, esse céu jamais seria tão belo e e esse quentinho jamais seria tão agradável se eu não tivesse conhecido o horror que é lá embaixo". Muitas vezes pra reconhecer aquilo que é bom, infelizmente temos que passar pelo que é ruim. Ou felizmente, porque talvez aqueles que não saibam o gosto das paredes úmidas do fundo do poço jamais vão reconhecer a beleza do céu azul com nuvens brancas. O fato é que as fases vêm e vão, o poço sempre estará ali, às vezes você estará lá no fundo, às vezes no meio da escalada, às vezes suas mãos escorregam e você cai lá pra baixo de novo, às vezes alguém aparece com uma cordinha e te ajuda a subir... e te digo uma coisa, sempre vale a pena pegar a cordinha e segurar nela, mesmo correndo o risco de a pessoa soltá-la e você cair lá pra baixo mais uma vez. Não tem problema. Você sempre arrumará força pra subir mais uma vez. Sempre, sempre. Então é isso, só passei pra te lembrar que sempre, sempre, sempre há como sair do fundo do poço, e você sempre vai conseguir sair de lá! 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Ainda estou aqui...

 Hoje é dia 13 de janeiro e ainda estou na bosta. Achei que em 3 ou 4 meses tudo ia passar e eu ia estar - UHUU - vivendo uma super mega fase ótima da minha vida. Mas ainda to aqui, com essa vontade absurda de não estar, e com essa dor no peito que insiste em permanecer. Saber que o E. já está em outra me doeu demais, na minha cabeça eu seria a primeira a seguir em frente e ser, efetivamente, feliz. Mas, não. Na minha cabeça agora, com meu ego ferido me confundindo, eu só terminei pra viver uma aventura, que não deu certo, e acabei "sem os dois". Mas no fundo eu sei que o E. era só uma criança sendo cuidada por meu instinto materno, e eu ser cuidada pelo B. me encantou, mesmo ele não tendo nada - eu disse NADA - a ver comigo, em nenhum aspecto. De criação, religião, sonhos, instintos, vontades, ideias e ideais, NA-DA. Mas lá estava eu, "apaixonada" e "sofrendo" - de novo - por alguém com uma incompatibilidade absurda. E aí me vi sozinha, no escuro. Ok, isso me empurrou pra frente, realizei meu maior e mais antigo sonho: "comprar um apartamento sozinha, só meu, que nada nem ninguém possa tirar de mim". Mais uma vez, isso se repete na minha vida: um grande passo provindo de uma grande desilusão amorosa. Foi quando o M. me deu um pé na bunda (na verdade, quando a mãe dele nos fez esse favor, mas isso é uma história pra outra hora), que eu resolvi ir atrás do sonho antigo de usar meu lindo nome precedido por uma linda patente. E assim foi. Como sempre, meus impulsos pra frente na vida pessoal e profissional provêm de desilusões amorosas. Mas por que preciso sofrer tanto, gente do céu? Devo ter feito coisas muito ruins mesmo nas vidas passadas. Mas o recado do dia é: RAFAELA, para de ter o ego tão frágil, Jesus Amado! Deixa esse bando de cara nada a ver pra lá, VOCÊ NÃO PRECISA DISSO! 

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Back to black

 A depressão voltou. E voltou com tudo! Bom… vamos organizar as coisas. Libido eu já não tinha desde 2020, logo que fomos morar juntos, e eu achei que o problema era eu. Era meu antidepressivo. Meu temperamento difícil. A pílula anticoncepcional, talvez? Lutei lutei e lutei. E nada. A companhia era maravilhosa, conversas boas apesar de não tão profundas, sei lá, eu só tava vivendo. E achando que o “problema” chamado “relacionamento amoroso” jamais me assombraria novamente. Eis que ele aparece, milico, cabelinho raspado, mais de 1,80, um jeito meio bruto, sabe? E desde o primeiro dia já gostei dele, e o destino nos uniu, sim, ele veio trabalhar diretamente comigo. E me mimava, e me agradava, e o jeito dele ia me encantando cada dia mais. Eis que começaram algumas mensagens… depois mais algumas… até que ficou intenso e eu tomei a decisão de me separar, sair da zona de conforto, pra viver esse “romance”. Só quero deixar claro que eu já estava mal há um tempo, sem comer, chateada, angustiada, e tudo só ia piorando. Dei uma chance e vivi um romance que durou alguns dias. Ele mandando mensagem sempre, me querendo, me desejando, querendo estar comigo. E acabou. Mais dia menos dia. Com a desculpa de que o pai dele estava doente (realmente está, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Ele diz estar sem cabeça pra pensar em um “nós”. Foi difícil aceitar e entender, fui troxa um tempo, corri muito atrás, até me humilhei. Mas aí caiu a ficha: cara, ELE NÃO TE QUER, e tá tudo bem!!! Até essa ficha cair, veio o feriado de 7 de setembro, que eu achei que ia morrer. Dois dias acordei passando mal, corpo inteiro quente e dormente, boca adormecida, dor no peito, falta de ar, e cheguei até a vomitar água  (porque não consigo comer há tempos). Então liguei no convênio e implorei uma consulta, “porque, moça, se não tiver, vou ter que ir no pronto socorro, eu tô muito doente”. E tinha, pra aquele mesmo dia, 8 de setembro ao meio dia. E lá fui, escoltada pelos meus pais, Porto Seguro que sempre está comigo. Comprei o remédio. Meu pai comprou feijoada e eu não conseguia encostar, chorei na mesa do restaurante por não conseguir comer. Foi um dos piores dias da minha vida, pelo que me lembro. Tomei o antidepressivo ontem, e hoje de manhã… estou um pouco melhor, apesar de ainda sentir uma solidão absurda, hoje consegui levantar e até fui na academia, até fiz minhas unhas. Agora é esperar. O tempo cicatrizar essa ferida aberta que foi esse término, por mais que seja claro pra mim que ele era só um grande amigo, claro que ainda dói (esse luto foi estranho, parece que não me permiti viver), e a ferida que sangra dessa falta do B, hoje é o primeiro dia do “desapego”, do chá de sumiço, do mertiolate na ferida que eu tanto cutuquei no último mês (indo atrás e não sendo correspondida). Só quero voltar nesse texto daqui um tempo e ver que ele já não faz o menor sentido, que a vida já se encaminhou, que tudo já se encaixou… e que não tenho mais essa dor que me inunda todos os dias pela manhã! 

quinta-feira, 25 de março de 2021

"Faz da tua casa uma festa! 
Ouve música, canta, dança...
Faz da tua casa um templo!
Reza, ora, medita, pede, agradece...
Faz da tua casa uma escola!
Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina...
Faz da tua casa uma loja!
Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar...
Faz da tua casa um restaurante!
Cozinha, prova, cria, cultiva, planta...
Enfim...
Faz da tua casa
Um local criativo de amor." ❤ 
Cora Coralina

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Pro inferno os que fazem o inferno

 125, eternos e incontáveis. A cada ordem absurda o sangue ferve dentro das veias. Cada dia torna-se um fardo em meio a tantas pessoas que não sabem o que vieram fazer na Terra. É incrível o poder que alguns tem de simplesmente acabar com a vida de outros temporariamente. As mãos adormecem, o coração dispara, o ar falta. Um lugar tão lindo, que podia ser tão leve e diferente. Mas não. Insistem em criar um inferno pra criar "resiliência". Pra criar "pessoas fortes". Pro inferno os que fazem o inferno!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Afogada, afodada

 Nem sei quando eu tinha escrito o último texto, ele tava nos rascunhos e resolvi postar sem nem reler. É, diário, tempos de aflição. É sempre nessas horas que venho aqui. Quando a pressão sufoca e a rotina afoga, "afoda". É, tempos difíceis... naquelas semanas que a gente tenta só sobreviver, né! Taf novamente chegando, penúltimo e o que mais tá me assustando. Só de pensar a ansiedade ataca e o ar falta. Hoje é uma daquelas segundas-feiras que a gente desejaria que não chegasse. Nessa quinta e sexta, é a porcaria do maldito do taf. Semana que vem são as provas. Domingo agora tem eleições e vamos trabalhar. Terça estou de serviço, bem no começo das provas, pra já quebrar as pernas de uma só vez... No outro sábado, estágio e no outro domingo, eleições de novo. E nós vamos seguindo, sabe? Aos trancos e barrancos? Mirando nas férias e remando...? Tem também o TCC que nem começamos ainda, e parece que nunca vai ficar pronto. Fases, fases... E mais fases. Chega logo, dezembro! 

Voltando a te tratar como um diário

Querido Blog,
tanta coisa vem acontecendo... essa Loucademia de Polícia consegue levar a gente do 0 a 1000 no mesmo dia, consegue levar a gente ao céu e ao fundo do poço em questão de segundos. É surreal, impossível explicar. Sério. Bom, essa pandemia veio na hora certa, como eu já disse antes. Eu juro que não sei como conseguia viver um internato lá. É insano. Agora estando boa parte do tempo em casa, parece que dá pra viver sem estar tanto no piloto automático. A semana passada foi intensa. Na quarta, prova de 762, joelhos e cotovelos ralados, CHECK! Aí na quinta, todas as provas do TAF... A última (tiro de 100 metros) seria decisiva. 18,55 segundos. Zero pontos. Reprovada no TAF pela primeira vez. 18,50 eu pontuaria e passava. A academia faz isso. Como falei. É do 0 ao 1000 e do 1000 ao 0 em milésimos de segundos - literalmente. O choro entalado, o desgosto por si mesma, a auto-decepção (que é a que mais dói nessa vida). Mas eu precisava continuar. Ainda tinha uma apresentação de Operação para os Tops naquele mesmo momentos. Eu e mais 5 caras fomos pro auditório, aquela apresentação não acabava nunca. E a angústia ali, escondida por um sorriso, uma simpatia e uma desenvoltura que só foram possíveis porque a vida já me treinou bastante. Foi um sucesso... CHECK! E lá fui eu.. quando finalmente entrei no carro, que porto seguro... as lágrimas puderam finalmente sair. Aí um julgamentozinho do meu namorido, que me deixou pior ainda: "zerar uma prova é muito pra mais!" Fácil falar pra quem tem facilidade em alguma coisa. Enfim. Aquela foi uma das minhas piores noites. Sabe quando você só desaba na sua cama e só quer se matar de chorar escondido nas suas cobertas? Há quanto tempo eu não sentia isso. Chorei, chorei, chorei até as lágrimas secarem. Tomei um banho dos pés à cabeça, saí, comprei minha pizza salgada preferida e também uma doce. Pronto, todo o desespero foi embora. No dia seguinte de manhã teria uma prova chata de Direito, obviamente não consegui estudar nada, normalmente já não estudo, e nesse dia eu tinha esse direito. Fiz a prova às 7h da manhã da sexta; na sequência, às 08h, tinha a prova dos 12 minutos que eu fui fazer sabendo que já estava reprovada. Precisaria de simplesmente 2350 pra passar, tentei, fiz 1935. Meu pior taf da vida! Sexta à tarde liguei pro capitão responsável pela comunicação social da Operação. No sábado eu seria a intermediadora dele. Fui pra Operação e fiz um trabalho, modéstia a parte, ESPETACULAR. Foi lindo. Ganhei meu primeiro elogio individual como profissional. Mas no final, sempre tem alguém pra (tentar) estragar né? E aí foi. O S. me chamou e ficou dando o showzinho dele. Cara, há quanto tempo eu não me sentia tão eu mesma. Fiz minha melhor cara de cu, e me mantive imóvel. Encarando ele com uma feição que eu mesma me irritaria se estivesse vendo. E no final, a linguinha esperta que há muito tempo estava guardada, trabalhou, e trabalhou bem demais. O desaforo não foi levado pra casa, mas sim levado pra frente. Sim, eu discuti com ele. E agora ele me odeia mais do que já odiava, que pena! Cheguei em casa cansada tanto física quanto psicologicamente, almocei o restante da pizza do dia anterior, e jantei mcdonalds. Perfeito pra quem tinha acabado de reprovar no taf, mas quer saber? Foda-se.
Domingo fiquei sozinha no apartamento, estava acabada de cansaço. Muita coisa pra absorver. E aí na segunda-feira, o S novamente com provocações e novas grosserias do M., "o presidente" (grande merda!). E aí eu chutei mais um balde que estava no meu caminho. Há muito tempo queria isso, mas a medalha que talvez fosse ganhar me impedia. Mas minha saúde mental não tem preço, tem coisas pelas quais eu não preciso passar. E que orgulho da mulher forte que eu sou. Ela tava guardadinha aqui, mas apareceu e me orgulhou. Assinei o contrato da festa de Formatura (que só vou participar porque sou obrigada, preferia minha parte em dinheiro). Até que foi mais barato do que eu esperava.
E por último ouvi uma piadinha pelo fato de eu estar gorda, e eu estou mesmo, engordei quase 10kg em um ano (tudo bem que eu estava no auge da depressão quando cheguei aos 66kg e hoje que estou feliz cheguei aos 75kg). Essa piadinha era tudo o que eu precisava pra me motivar... Vamos ver se consigo manter esse foco... Hoje é só o 3º dia... tentando ir pelo menos para os 67kg e melhorar meu físico pra não sofrer tanto nesses TAF que me restam... É isso. Obrigada por me ouvir, e até a próxima.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Alguns dias são assim, outros dias são assado

Existem alguns dias em que a gente acorda simplesmente indisposto a existir. É meu caso hoje, e como há tempos não vinha aqui, decidi dar uma passada. Geralmente o blog costuma ser meu porto-seguro do auto-conhecimento quando eu não estou bem. E eu vinha com bastante frequência porque, via de regra, eu não estava bem. Há um ano e alguns meses resolvi que era hora de procurar ajuda, resolvi que já tinha perdido vida demais no fundo do poço e que estava muito funda, sozinha, sem escada, sem corda pra me puxar pra cima, eu não conseguiria subir um pouco, muito menos sair de lá. Enfim. Eu que sempre acreditei que tudo "está na mente", que somos "auto-curáveis", que "basta acreditar", tive que provar na pele que só a medicação foi capaz de me salvar. Então fui subindo, e subindo, e hoje me vejo na melhor fase de toda a minha vida. Estou  com alguém que amo e que me trata muito bem, alguém com quem me sinto totalmente confortável e quero a presença todo o tempo, estou morando em um apartamento lindo e com a minha cara, tenho um emprego que é um sonho pra muitos e, o mais importante, é um sonho pra mim, uma puta de uma conquista, adotei um gato que fica grudado em mim o tempo inteiro e eu amo isso. Parece que minha vida está tão equilibrada como nunca antes esteve. Parece bom demais pra ser verdade, mas não vou deixar a "Síndrome do Fracassado" se aproximar de mim. Vou é aproveitar cada segundo de tudo isso. Estamos vivendo uma pandemia que ninguém imaginaria, mas que pra mim está sendo ótima (egoísmos à parte), porque estou indo bem pouco para a Academia e ficando bastante em casa (algo que eu "quase não gosto!"). Hoje é segunda-feira e estou em aula online. Mas, gente! O que me incentivou a vir aqui foi o desânimo de viver que eu estou sentindo hoje. Não é tristeza, não é algo ruim, é só uma falta de vontade generalizada. Aí decidi refletir sobre os sinais que nosso corpo nos dá, resolvi ouvir meu corpo falando comigo, e ele está dizendo "caramba! hoje não tá dando". E tudo bem! Eu percebi ao longo do tempo que o mais importante é a gente se respeitar. Respeitar o nosso corpo, nossa mente, nossa alma. Isso é auto-cuidado. Todos os outros dias eu estava aqui, mas hoje acordei querendo não estar. Afinal, é isso. Alguns dias são assim. Outros... assado.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

"Ninguém vai me amar como você"

"Deixo que meus passos lentos me encaminhem até você. Respiro fundo e aqui estou, olhando para você e sentindo um turbilhão de coisas que achei que nunca mais ia sentir desde que você partiu. Você não parece ter mudado muita coisa, se me permite dizer, mas eu acho que internamente virou outra pessoa.
Seus olhos continuam iguais, o sorriso ainda é sem graça e envergonhado como se morresse de medo de se expor e o cabelo continua desgranhado com aquele toque especial de artista que todos os ao seu redor costumavam amar. Menos você. Mas era lindo, você quem não percebia.
Estou imóvel tentando observar cada detalhe da sua pele, da curvinha da sua boca, do nariz empinadinho na ponta. Não achei que fosse ter coragem suficiente para voltar à te encarar, serei sincera. Afinal, você partiu porque eu praticamente te empurrei para fora. Achei que nunca mais ia conseguir ter a atitude de querer encontrar e me conectar com você outra vez. Mas cá estou eu.
O que aconteceu para eu tão repentinamente resolver te ver? Acho que cresci. Deixei para lá as mágoas e todos aqueles pensamentos idiotas que eu tive quando deixei você partir. Porque você sabe, as companhias me levaram a crer que era melhor excluir você. Não foi. Me tornei amarga, fria e minhas covinhas pararam de aparecer com as gargalhadas, porque elas também não vinham.
Tá. Eu sei! Não vou ser hipócrita. Foi legal por um tempo, sair com um monte de gente nova, me apaixonar por um cara lindo de morrer e de me arrancar o fôlego, mudar o meu guarda-roupa inteirinho. Mas a graça passou, porque ele me deixou plantada do lado do telefone no dia seguinte, e depois, e depois.
Minhas roupas começaram a parecer apertadas demais do dia para noite. E aí hoje, depois de muitos meses tentando me justificar para mim, resolvi te procurar. Meu orgulho bobo me deixou mergulhada na insegurança por tanto tempo que dá até vontade de brigar comigo mesma. Fui enganada. Acreditei na ideia de que alguém um dia iria apreciar mais os meus ossinhos do que você.
Eu sei, idiotice, não? Ninguém vai me amar como você. Você me coloca em primeiro lugar, sabe as roupas que eu quero vestir e como elas são confortáveis. Seu amor é incondicional, sempre foi.
Dito isso, aceito quem sou. Aceito que não preciso mudar nada em mim para agradar ninguém. Dane-se o que eles querem. Eu me amo. Eu te amo. Eu amo esse cabelo desgranhado e eu não quero que ele pareça arrumado para um bando de gente que não aprecia a arte que ele esconde.
Finalmente observo seu sorriso, meu sorriso. Eu. Depois de todo esse tempo, consigo ver que você era tudo o que me faltava. Eu mesma era tudo o que me faltava.
Termino de sorrir e de observar minhas covinhas cravadas nas bochechas e me sinto orgulhosa do meu próprio reflexo. Dessa vez, não vou me deixar ir embora por nada e nem por ninguém.
Deixo meu espelho favorito pendurado na parede do quarto e visto minhas roupas largas, me sentindo finalmente pronta.
Ninguém vai me amar como eu devo me amar."

"Leia isso se você se encontra com o coração aos pedaços"

"Gostaria de dizer que a escuridão é algo que você encontrará apenas uma vez em sua vida. Mas não é.  Poderia dizer que desejo que, onde quer que vá, você só encontre alegria. Mas não vai. Desejo que o sofrimento não permaneça em sua alma por muito tempo. Desejo o melhor para esse seu coração adorável mas, no momento, solitário. A verdade é que a vida nem sempre é amável para todos nós. Encontramos pessoas cruéis, às vezes. Encontramos seres humanos tóxicos, e nos apaixonamos por eles. Esse texto é para você que se encontra perdido nesse exato momento. Isso é para você e seu coração errante que está procurando desesperadamente a luz no fim do túnel. Isso é para tudo o que parece que está segurando você como uma âncora e puxando você até o fundo do mar.
Posso te falar? Você pode sobreviver e resistir a qualquer coisa.

Como eu sei disso? Porque apesar de tudo o que já aconteceu com você, aqui está você hoje. Você conquistou cada um desses momentos de perda absoluta. Os dias que passaram vagando no abismo foram recompensados antes e eles serão recompensados novamente.

Como eu sei disso? Porque eu tive vários períodos em que pensei genuinamente que os fantasmas das minhas tragédias iriam me estrangular e me derrubar. E minhas próprias mãos não poderiam afastá-los. Eu já estive tão perdido, que a vida parecia um deserto estéril à minha frente, mas aqui estou eu. Ainda estou vivo. E eu sobrevivi. Então você também vai!

Como eu sei disso? Porque a vida nos dá conflitos e dores para nos ajudar a sermos pessoas melhores. Ela mostra o caminho através da própria escuridão, dando-nos vislumbres de luz. Permita-se enxergar o ser humano que você é por dentro, que é feito de ouro, que pode sobreviver a qualquer coisa, que os monstros temem.

Ah! E conte com Deus. Ele irá orientar o seu caminho até o final do túnel. Você só precisa confiar. Você só precisa confiar sua jornada em Suas mãos."

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Mais uma semana vendo o sol nascer quadrado...

Hoje é quinta-feira, são 15h15... Me sinto esgotada. Primeiro que os olhos verdes voltaram pra minha vida mas já foram embora novamente. Como podemos chamar algo tão superficial de "amor"? E sabe o pior? Que permiti que doesse novamente. Permiti que ele entrasse na minha vida e que me derrubasse de novo. Parece que existe um estranho prazer nisso, vindo tanto dele quanto de mim. Tempo ao tempo, tempo ao tempo, tempo ao tempo. Que confusão aqui dentro.
Bom, meu ciático continua doendo de uma forma absurda. Já tomei injeção de cortisona, 5 dias de anti-inflamatório 2x ao dia, alongamentos infinitos, e nada. Claro que estou ficando muito incomodada e principalmente preocupada. E por acaso existe tempo pra resolver isso? É claro que não. Continuo indo na Adriana e sinto na verdade que não tá ajudando em nada. Parece uma enrolação, e quem enrola sou eu mesma. Essa semana foi bem complicada, domingo passei mal a noite toda e pela primeira vez peguei uma convalescença. Pra ajudar fiquei 2 ou 3 dias sem minha pilulazinha diária. E então meu mundo "caiu", tive uns dois dias de surto e fiquei muito mal. Acabaram as lágrimas de tanto chorar. 3 dias inteiros sem comer. Marchando em solenidade, tendo passado mal 2 vezes no treinamento. Mas hoje já estou melhor. E é isso que importa, não é? Sempre é. E vamos seguindo. Sem pensar, porque pensar demais enlouquece. Principalmente aqui.