Let's travel?

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Entre sem bater.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Deixe a dor entrar

"Deixe que ela entre, que ela contamine, que ela te enlouqueça, que ela te ensine.
Não fuja da dor.
Deixe que ela chegue, que ela te determine, que ela te consuma, que ela te domine.
Não fuja da dor.
Querer sentir a dor não é uma loucura, fugir da dor é fugir da própria cura."
Titãs

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

somos nossos próprios vilões

É engraçado como o ego ferido nos trai. Quando penso em me concentrar em qualquer oração para tê-lo de volta, que parece que é o que mais anda me machucando ultimamente, eu mesma já penso "mas será? será que é o melhor? será que é isso mesmo que eu quero? será que eu gostava mesmo DELE, ou simplesmente gostava da presença dele aqui?" São dúvidas que eu gostaria mesmo de conseguir esclarecer pra mim mesma. Meu coração está totalmente confuso, minha mente também, e tudo isso acaba tornando a vida em si um peso. São tantos "e se" e "será que" que cada dia se torna uma longa e interminável tortura. Fases ruins... sempre passam, não é?

O mundo dá tantas voltas

Pois é, lembro na pele como se fosse ontem as sensações daquele término. Pouco antes do meio de outubro de 2017, como doeu, meu Deus. Como eu iria viver sem aquelas covinhas, aquele sorriso, aqueles beijos, aquele cheiro? Metade de mim sabia que aquilo não teria futuro e, se tivesse, seria um futuro catastrófico, mas a outra metade de mim só queria ele de volta com todas as forças. Pois bem. Um ano e 4 meses se passaram, e ele reaparece no meu caminho. Tenho a oportunidade de estar nos braços dele novamente, duas vezes. E não senti n-a-d-a. Nada. Absolutamente nada. E aí fiquei refletindo sobre como nossos sentimentos nos enganam. Como nossa mente é danadinha. Somos nossos próprios vilões. Somos ansiosos, queremos tudo para agora, sem a mínima chance de esperar. Afinal, não sabemos o que será no futuro, e se eu acabar sozinha?, e se eu nunca conseguir um bom emprego?, etc etc etc. Lembro que lá pra finais de 2012 eu estava muito feliz no meu relacionamento, acreditava ter encontrado o grande amor da minha vida, mas estava mal porque minha vida profissional era uma droga. Sempre a ansiedade falando mais alto. Nunca imaginei que 6 anos depois estaria no emprego dos sonhos de muita gente. E que meus caminhos de antes de entrar nessa carreira foram essenciais pra me tornar quem sou hoje. Depois do fim desse relacionamento com o "amor da minha vida", que ocorreu no meio de 2015, eu me tornei bem carente e muito temerosa de "acabar sozinha". Acabei atraindo o relacionamento que durou mais de um ano, mas que só me tornou mais insegura e carente, e me destruiu quando acabou. Um ano depois, atraí um novo relacionamento que parecia lindo e perfeito, só que era mais um teste da vida me mostrando que eu preciso - PRECISO - melhorar minha energia sozinha, preciso ficar bem sozinha, e enquanto isso não acontecer, não vou atrair nada que preste. Atraí esse relacionamento e depositei nele todas as minhas faltas, meus vazios, carências, inseguranças, depositei tudo, tudinho, naquela pessoa. E durou menos do que eu imaginava, apenas 3 meses. As mesmas sensações horríveis de rejeição, culpa, não merecimento, voltam todas. E como é ruim se sentir assim! Como se eu não fosse merecedora de ser feliz, como se a culpa pelo término fosse apenas minha, como se eu não tivesse dado meu melhor, como se eu pudesse ter feito algo diferente que gerasse um resultado diferente. Mas no fundo, sei que não. Fui eu mesma, fiz o que teria feito novamente, foi ele quem mudou quando se formou. Não sei se subiu pra cabeça, se ele se sentiu perdido e confuso, eu queria estar ao lado, mas ele não quis, e eu preciso aceitar que não existem culpados, existem momentos. Preciso confiar no universo, preciso acreditar que daqui um tempo (um tempo nem tão distante) isso já nem fará sentido.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Por que eu sempre acho que vou morrer por amor? E depois passa, sempre passa. Antes mesmo do que eu mesma posso imaginar, venho me revisitar e às vezes os "amores pra sempre" sempre acabam se misturando e já nem sei mais quem é quem. Enquanto isso vou vivendo e adquirindo histórias e experiências... adquirindo força e evolução.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Em 2018 eu...

O ano começou muito bem.
Em janeiro eu havia acabado de voltar da viagem de navio, passei o ano novo em Santos com a Alana na festa na casa do Pietro e foi muito, muito bom!
Em fevereiro, dia 02, tive o TAF... o grande pesadelo... chorei tanto no dia anterior, dizendo que eu não queria ir, mas fui. Fui, e passei. Passei com gosto e com glória, passei perto de não passar, mas passei, e foi lindo. Lindo e inesquecível.
Ainda, em fevereiro, na semana seguinte ao TAF, tive o exame de saúde e na mesma semana, a fase coletiva do psicológico. Foi difícil ficar mentindo para as professoras na escola, a vontade de falar era grande, mas o medo da inveja, também. E o tempo foi passando, fiz as outras duas fases individuais do psicológico.
No dia 23 de março, de madrugada, abri a lista que continha meu nome com a grande notícia de ter sido aprovada. Juro, foi uma das melhores sensações da minha vida.
Em abril, maio e junho foi só ansiedade, esperando pela data da posse. Tentando me preparar fisicamente para a Academia, mas daquele jeito, né.
Em julho saíram as datas, e eu iria para a Academia dia 23/07. Fui com minha mãe e meu pai até Aparecida do Norte para agradecer.
Nesse meio do caminho tive algumas paixonites, aí assumi o cargo no dia 23 e iniciou-se a rotina...
Em 23 de setembro eu tava bem mal, tinham acontecido duas coisas aqui dentro (a carta na sala de aula e a difamação) que tinham baixado e muito a minha moral. Aí eu conheci o Lucas... e foi maravilhoso.
Em 15 de outubro, vulgo meu aniversário, ele me pediu em namoro oficialmente...
Em novembro passei os 6 dias do feriado com ele, foi muito, muito bom, tirando que eu tinha acabado de cair do cavalo e me machucado, mal conseguia andar.. e foi bem ruim sobreviver à Academia com essa dor. Fiz o TAF assim mesmo, que era meu grande pesadelo, e passei.
Em 15 de dezembro foi a formatura do Lucas.
25 de dezembro passei o natal com ele na mãe dele...
E o ano novo passei com ele também.
Nunca pensei que em janeiro ele fosse terminar comigo.. acontece.

Demore o quanto demorar, tudo vai passar...

O ano mal começou e a vontade já é que ele acabe. Como esse lugar tem o poder de fazer a gente querer que tudo passe logo... E a impressão que dá é a de que nunca vai acabar. Faz só 6 meses que estou aqui, e já parece fazer 6 anos. Como será que estarei daqui 1 ano? 26 de janeiro de 2020... Na metade do segundo ano, rumo ao terceiro... E meu coração, como vai estar? Tranquilo? Feliz? Apaixonado? Apertado? Recém tomado mais um pé na bunda, será? E o menino dos olhos verdes, já terei esquecido? Aqui tudo é tão volátil. Tudo muda muito. O dia dura 50 horas, cada aula dura umas 5h, a semana tem 20 dias, o ano tem 60 meses... e por aí vai. Mas é uma fase que não volta, e cada fase tem sua própria beleza. Sei que daqui um ano muita coisa terá mudado. Já não seremos os mais modernos por aqui, e sei que meu coração estará mais tranquilo do que ele está agora, com toda a certeza. "Tudo passa..." é a frase que eu vou tatuar na minha mente. É a frase que vai me dar forças pra seguir em frente. Pra chegar no dia 26 de janeiro de 2020, daqui 365 dias, firme e forte. Não imagino como estarei, mas sei que estarei. Até lá, meu Eu do futuro, um futuro que hoje parece tão absurdo de distante, mas que tenho certeza de que irá chegar. Demore o quanto demorar.

Adeus, olhos verdes.

Ele me levou pras nuvens... e me jogou lá de cima.
Ele me encontrou em um momento em que eu estava péssima. Com uma corda larga e forte, me tirou do fundo do poço. E aí foi me levando lá pras alturas... Em um lugar tão lindo que eu já nem imaginava que poderia existir. Ele me fez tão feliz em tão pouco tempo. Ele me fez querer ficar só dentro daquele abraço, me fez querer que o tempo congelasse em cada momento em que meu corpo estava junto ao dele. Ele me mostrou que eu ainda era capaz de amar, de amar de verdade, amar com todas as forças que existem dentro de mim. Ele me mostrou que eu ainda tinha dentro de mim um lado tão amável que eu mesma já nem conhecia. Foi assim por algumas semanas. De 23 de julho até 23 de dezembro... em dezembro as coisas começaram a mudar, tão rápido e tão cedo. A vida mudou. A rotina mudou. Ele se formou aqui, foi trabalhar em outra cidade, até aí, achamos que íamos dar conta... e talvez tivéssemos dado, mesmo. 23 de dezembro, a primeira pequena discussão. Eu já não conseguia reconhecer nele aquele menino puro que me demonstrou tanto amor. E se eu tivesse tido mais paciência? Hoje eu enxergo. Fui impulsiva, e daí pra frente eu só piorei. Eu aumentando a cobrança e ele só se afastando, aos poucos, e sem reclamar. Eu querendo uma atenção que ele já não conseguia me dar. E ele, confuso, sem tempo, meio sem vontade, não sei. Fomos levando. Chegou o dia de eu voltar pra Academia, 07 de janeiro. Que falta enorme ele me fazia. Eu procurava por ele nos corredores, nas salas, nos pelotões. Mas ele não estava mais aqui... já não havia aqueles olhares se procurando a todo momento, já não tinha aqueles olhos verdes cruzando com os meus quando eu menos esperava, já não tinha chocolate-surpresa no meu plantão, já não tinha mensagem de bom dia, já não tinha mais nada disso. E eu só querendo mais e mais a presença dele, e ele só se afastando mais e mais. Por que tínhamos que chegar a esse ponto? Faltou conversa? Faltou amor? Eu não sei e agora não adianta mais. Ele tomou a decisão dele. "Já não me vejo mais com você", foi o que eu ouvi. Essas palavras ecoam na minha mente de uma forma destruidora. Eu ainda amo tanto, mas tanto ele. Eu ainda quero tanto, mas tanto, ele. Agora é dar tempo ao tempo, tempo para me cicatrizar, tempo para eu entender que realmente acabou, deixar as fichas caírem aos poucos e enquanto isso ir sentindo a falta dele a cada milésimo de segundo. Eu só queria voltar no tempo, olhar naqueles olhos verdes novamente, me encaixar naquele abraço e dizer pra ele o quanto eu o amo, o quanto eu queria passar o resto da minha vida ao lado dele. Adeus, olhos verdes. Sejam felizes onde quer que estejam. Adeus, meu homem tão lindo. E não esquece, tá? Se a saudade apertar, eu estarei aqui. Se quiser voltar, eu estarei aqui. Sempre.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

4 months later...

Parece um filme, sabe? Não parece que é real. Entrei aqui no meu refúgio particular e vi que faz exatamente 4 meses desde que escrevi pela última vez e consequentemente 4 meses desde que estou aqui. O que menos tenho é tempo. E em segundo lugar, vontade. Tentou poupar as poucas energias que me restam... Mas quando a coisa aperta, é pra cá que eu venho. E apertou, apertou feio. Me machuquei, e o pouco de esperança que ainda me restava parece que se foi ao chão junto com meu corpo de cima daquele cavalo. Por que tudo tem que ser tão difícil por aqui? Desumano, mesmo. Um teste, pra ver quem são os fortes que irão sobreviver até o final? Parece que nada faz sentido. Como me disseram antes de eu entrar aqui... "ninguém pára a inexorável marcha do tempo". Essa frase não tinha muito significado quando eu ouvia, mas hoje parece que é a razão de eu continuar em frente. Daqui 24 dias corridos eu estarei de férias, por 15 dias longe daqui e com a sensação, talvez, de dever cumprido. Ou não. Será que vou carregar pendências pro ano que vem, ou dia 15 de dezembro vou poder recostar a cabeça, respirar fundo e dizer "ufa, deu tudo certo"? O que eu mais queria era recomeçar o ano com a sensação de que realmente será um novo ano, tudo novo, de novo. Isso o tempo dirá... serão longos 24 dias, mas eles vão acabar, e eu tenho certeza disso. Tudo passa, não é assim que dizem? No momento eu só queria que essa dor maldita passasse... Hoje é o décimo longo dia com ela me acompanhando e parece que ela não vai embora tão cedo. Bom, uma preocupação por vez. Vai dar certo. Vai dar certo. Se eu repetir essa frase mil vezes, talvez realmente dê certo.

domingo, 22 de julho de 2018

Chegou a hora...

Meu estado nesse exato momento... lágrimas rolando sem parar. Amanhã por volta das 5h da manhã estarei adentrando os portões da sonhada ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO. O que eu sinto? Um pouco de felicidade e muito terror, um mix de ansiedade e medo. Não sei o que me espera lá dentro. 
Há exatamente um ano eu decidi que iria lutar com todas as minhas forças pra alcançar esse momento, e agora ele chegou. Eu olho pras malas, as malas olham pra mim, e chegou a hora de colocá-las no porta-malas e encarar a realidade de que agora não da mais pra desistir. “Será que é isso mesmo que eu quero?” O tempo irá responder. 
Existe uma frase que eu amo, e serve tanto pra fase de estudos quanto pra encarar o curso de formação: “QUEM ESCOLHEU A BUSCA NÃO PODE RECUSAR A TRAVESSIA”. Eu escolhi a busca, encarei a travessia de estudos, e consegui a aprovação. Agora escolho a busca pela espada, e amanhã minha nova travessia se inicia. 
contato pra tirar dúvidas ou mesmo só pra conversar.
São tantas dúvidas e tanta incerteza, tanta insegurança... mas meu futuro está escrito e é hora de enfrentá-lo de cabeça erguida e espinha ereta! Estou chegando, APMBB! 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Adeus, fome, adeus, carência

Outro dia eu li uma frase de uma psicóloga, e fez todo o sentido do mundo pra mim: ir em busca de um companheiro quando se está carente é como ir ao mercado com fome: tudo parece extremamente atrativo. E então resolvi refletir um pouco sobre mim. Em setembro do ano passado (ou será que foi outubro? Já nem lembro mais) eu tomei um pé na bunda de uma pessoa extremamente péssima. Coitado. Me tratava como uma qualquer, e fazia com que eu acreditasse que de fato eu não tinha valor nenhum. Um relacionamento extremamente infantilizado, abusivo e tóxico. Relacionamento que me fez sofrer tanto durante quanto após o ponto final. Na época eu fiquei tão mal, quando fui dispensada por ele eu cheguei ao fundo do poço e achava que nunca mais sairia de lá. A carência era tanta que qualquer um que me aparecia eu achava que era o grande amor da minha vida. Só que obviamente não eram. Cada ser humano que eu via eu já queria casar, ter um casal de filhos, um gato e uma planta. A carência me fazia enxergar as situações de forma totalmente distorcida. E então eu era dispensada novamente por todos os amores da minha vida que eu vinha a conhecer, porque talvez eles enxergassem a realidade de que não tinham absolutamente nada a ver comigo. E ser dispensada repetidamente pelos meus ex futuros maridos só me deixava pior. Mas aí a carência foi passando, sabe? Fui vendo a vida de outra forma, focando em outros objetivos muito maiores e muito mais valorosos, e até esqueci o que era querer um ser humano só pra mim. Olho pra trás, vejo as pessoas pelas quais me apaixonei perdidamente quando me sentia vazia e, posso falar a verdade? Sinto vergonha de mim mesma. Olho pro tal do meu ex e tenho vontade de pedir perdão pra minha família. São pessoas que não tem nada a ver comigo. Hoje estou tão seletiva, até demais. Consigo listar 387 defeitos em qualquer criatura só nos primeiros cinco minutos de conversa, e já desisto. Às vezes me sinto anestesiada, às vezes parece que jamais serei capaz de abrir mão de qualquer coisa por alguém novamente. Às vezes sinto que não serei capaz de amar e me entregar novamente. Tempo ao tempo, né? Se tiver que acontecer, vai acontecer. Mas de uma forma muito mais natural e saudável do que quando eu estava ridiculamente carente. Agora quando eu entrar no mercado vai ser pra selecionar só o que não tem nem gorduras trans, nem glúten, nem lactose. Adeus, fome, adeus, carência. 

domingo, 24 de junho de 2018

Há males que vê pra bem, gratidão pela dor

Eu andava bem pilhada, né. Palpitações, falta de ar, crises de choro e tudo aquilo que eu havia comentado no post anterior. Sabe, tem horas que eu quero abraçar o mundo, aí vejo que meus braços não são compridos o suficiente. E por isso deu todo aquele pane, e tudo mais. Deu toda aquela ansiedade de querer fazer mais e mais. E vendo que eu não era capaz, estava sofrendo. Aí meu corpo resolveu me parar. E no auge de uma situação em que eu não poderia faltar, ou melhor, tinha certeza de que não poderia faltar, eu simplesmente apago. Me vejo caída e sem forças pra levantar, a vista totalmente escura, a mente girando, o estômago embrulhado, querendo colocar pra fora algo que nem possuía, lágrimas rolando perante toda aquela impotência totalmente inaceitável. Então sou levada pra casa praticamente arrastada, porque eu ainda queria lutar contra mim mesma permanecendo ali, insistindo naquilo que meu corpo implorava pra parar. E aí, aos poucos, vou desacelerando. Hora após hora eu vou escutando meu próprio corpo me alertando de que os últimos tempos não andavam sendo nada saudáveis. Então a respiração vai desacelerando. O coração vai desacelerando. Pensamentos idem. Frequência também. Tudo mais calmo e tudo muito melhor. Dois dias fechada no meu próprio mundo, dentro da minha casa e do meu corpo, em uma paz que há tempos não sentia. Parei pra pensar em como nós somos incríveis por dentro e por fora. Meu inconsciente simplesmente decidiu adoecer meu corpo pra provar pra mim o quanto eu estava sendo nociva pra mim mesmo, baixando minha vibração por conta de uma aceleração absurda de querer fazer e querer ser mais do que eu sou capaz. E é impossível não sentir gratidão por essa dor absurda que estou sentindo na região abdominal desde ontem, impossível não me sentir maravilhosamente bem com esse enjoo que insiste em me acompanhar há mais de 30 horas consecutivas. Há males que vêm pra bem, não é esse o ditado? Quase todos, aliás. Praticamente todos.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dias difíceis


Eis que a data se aproxima. Crises de choro e crises de falta de ar se tornaram rotina. Tentações em vão de meditar, de respirar, de tentar ir pra academia pra “não sofrer tanto”. O fato é que não sei o que me espera. Eu quis tanto isso, mas posso me arrepender com uma semana lá dentro. Saindo de um emprego que eu gosto tanto e me faz tão bem para adentrar no mundo obscuro que eu escolhi. É normal me sentir assim, mas dói tanto. Não consigo pensar em mais nada. Simplesmente me sinto totalmente anestesiada em todas as outras partes da minha vida. Tentando levar os dias de uma forma mais tranquila, mas está tão difícil. As palavras são pequenas para explicar. Os sentimentos são bons mas ao mesmo tempo são péssimos. “Pilhada” , como tem dito a minha mãe. O peito dói, a cabeça a milhão, as pernas não param de se mexer um minuto. Dormir é o que alivia a pressão. Esses dias cinzas só estão piorando, pessoas nada a ver entrando na minha vida também estão deixando tudo pior. É preciso força e coragem para cortar relações tóxicas e inúteis, coragem para viver os dias colocando tudo em ordem para a nova fase que está chegando. E há de chegar.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Hoje é dia 22 de março de 2018, uma quinta-feira. São 18h14, e eu nunca estive tão ansiosa em toda a minha vida. Aliás, acho que eu nem sequer conhecia o verdadeiro significado dessa palavra em sua mais pura essência, até então. Daqui a algumas horas terei a resposta pela qual eu espero há tantos anos... e há exatos 8 meses contando os dias para este momento, e agora ele chegou. É uma mistura enorme de sentimentos. É a sensação de ter dentro de si uma vontade maior que seu próprio ser, uma vontade que te ocupa dos pés à cabeça e ainda falta espaço. É uma vontade que te faz arrepiar o corpo ao se pensar que ela pode se tornar real dentro de poucas horas, misturada com aquele velho pé atrás acompanhado do "e se?". A resposta que virá pode mudar o rumo de tudo, da minha vida por completo. E é exatamente isso que eu mais quero. Neste momento, minhas mãos tremem, meu peito dói, o ar não é capaz de entrar para os meus pulmões. Minha mente à mil por hora, pensando em tantas coisas ao mesmo tempo que na verdade eu nem sei. Em algumas horas, minha vida pode mudar. E vai mudar. Porque esse desejo percorre meu corpo, corre em minhas veias como eu nunca antes senti. E eu confio. Eu entrego. E eu agradeço. Vai dar certo!!!

domingo, 31 de dezembro de 2017

2017

Em 2017 eu...
Em janeiro, fui recontratada no CNA, fiquei um semestre trabalhando lá, com crianças e adolescentes. Foi legal, mas acabei saindo em julho.
Em fevereiro, iniciaram-se as aulas  e cursei o quarto semestre de psicologia.
Ainda no primeiro semestre, fui convidada para coordenar o grupo de jovens do centro. Apesar de ter ficado em dúvida  em relação ao convite, ter aceitado foi uma ótima decisão.
Em julho, tomei a difícil decisão de trancar o curso para seguir um grande sonho que despertou em mim. Batalhei dia após dia pra conquistá-lo. Se ele será real ou não, só 2018 pra dizer.
Em agosto, reatei o contato com meu pai, e foi como se nunca tivéssemos nos separado.
Em setembro, tomei um pé na bunda de um relacionamento falido, fiquei muito mal, mas passou, e foi a melhor coisa que me aconteceu. Ainda em setembro eu iniciei terapia, fiz algumas sessões mas acabei não me identificando e abandonando.
Em outubro, passei meu aniversário de 25 anos em uma viagem maravilhosa com meu pai.
Em novembro, 19/11, vivi o dia que talvez venha a mudar o resto da minha vida.
Dezembro, ah, dezembro! Pra começar, no dia 2/12 eu conheci uma pessoa especial. O dia 16/12 foi o dia mais feliz do meu ano, e um dos mais incríveis da minha vida. Não há palavras pra explicar aquele momento. Ainda em dezembro, fizemos a festa de Natal para as crianças de Itanhaém e da Aldeia Piaçaguera. Foi inesquecível. No dia 22, embarquei no meu primeiro cruzeiro. Agora acho que esse tipo de viagem será um vício.
Em 2017 perdi uns kilos e até que estou conseguindo manter uma vida mais fitness (hahaha). Tive um ano maravilhoso de novo no meu trabalho, muito tranquilo e de muita paz. Não tive grandes problemas em casa. Me tornei mais e mais religiosa e apegada ao mundo espiritual (quem me viu, quem me vê). Depois de mais de 2 anos, encontrei o Matheus no trânsito, e foi inexplicavelmente estranho. Mantive o contato com meus amigos da escola, saímos juntos algumas vezes.
E, no fim, um ano que foi tão difícil pra mim, se despede da melhor forma possível. Um ano de tanto aprendizado, tanta mudança, me conheci muito, me conectei a mim mesma e descobri aquilo que realmente quero e preciso. 2017 me ensinou a não me submeter àquilo que eu não creia merecer, e a batalhar por tudo aquilo que eu acredite que eu mereço. Obrigada, 2017, e vem com tudo, 2018!