Let's travel?

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Entre sem bater.

domingo, 22 de abril de 2018

Anestesiada

Pois é... Aqui estou eu. Com o maior sonho que já tive na vida realizado, meu nome aprovado nas listas, só aguardando os dias se arrastarem até o grande dia de assinar aquele papel que vai mudar tudo. O fato é que essa assinatura trará meu sonho, mas trará também ele para perto de mim. E aí que moram os problemas. A vida anda meio anestesiada, sabe? Às vezes acho que o que sinto é errado, eu sei que é errado, então tento fugir. Mas vira-e-mexe ele está nos meus pensamentos. Não deveria, eu sei, eu sei! Mas está, e o que eu posso fazer? O que eu espero é que a nova rotina me prove que eu estou enganada, que a nova rotina nos afaste, e que eu permita que ele siga seu caminho como eu também seguirei o meu. Sempre fui racional, não é agora que vou deixar de ser. E o mais racional no momento é o afastamento. Não é justo e não é certo, e por isso eu vou seguir a minha intuição. Sempre segui aquele lema do "não faça com o outro aquilo que não queria que fizessem pra você", então agora não será diferente. Por que haveria de ser? Só porque ele tem o sorriso mais lindo do mundo? E o melhor abraço? O melhor cheiro? Preciso e vou esquecer tudo isso, preciso e vou esquecer que um dia eu o conheci, preciso e vou esquecer. Até que o destino nos una de vez, ou nos separe para sempre.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Hoje é dia 22 de março de 2018, uma quinta-feira. São 18h14, e eu nunca estive tão ansiosa em toda a minha vida. Aliás, acho que eu nem sequer conhecia o verdadeiro significado dessa palavra em sua mais pura essência, até então. Daqui a algumas horas terei a resposta pela qual eu espero há tantos anos... e há exatos 8 meses contando os dias para este momento, e agora ele chegou. É uma mistura enorme de sentimentos. É a sensação de ter dentro de si uma vontade maior que seu próprio ser, uma vontade que te ocupa dos pés à cabeça e ainda falta espaço. É uma vontade que te faz arrepiar o corpo ao se pensar que ela pode se tornar real dentro de poucas horas, misturada com aquele velho pé atrás acompanhado do "e se?". A resposta que virá pode mudar o rumo de tudo, da minha vida por completo. E é exatamente isso que eu mais quero. Neste momento, minhas mãos tremem, meu peito dói, o ar não é capaz de entrar para os meus pulmões. Minha mente à mil por hora, pensando em tantas coisas ao mesmo tempo que na verdade eu nem sei. Em algumas horas, minha vida pode mudar. E vai mudar. Porque esse desejo percorre meu corpo, corre em minhas veias como eu nunca antes senti. E eu confio. Eu entrego. E eu agradeço. Vai dar certo!!!

domingo, 31 de dezembro de 2017

2017

Em 2017 eu...
Em janeiro, fui recontratada no CNA, fiquei um semestre trabalhando lá, com crianças e adolescentes. Foi legal, mas acabei saindo em julho.
Em fevereiro, iniciaram-se as aulas  e cursei o quarto semestre de psicologia.
Ainda no primeiro semestre, fui convidada para coordenar o grupo de jovens do centro. Apesar de ter ficado em dúvida  em relação ao convite, ter aceitado foi uma ótima decisão.
Em julho, tomei a difícil decisão de trancar o curso para seguir um grande sonho que despertou em mim. Batalhei dia após dia pra conquistá-lo. Se ele será real ou não, só 2018 pra dizer.
Em agosto, reatei o contato com meu pai, e foi como se nunca tivéssemos nos separado.
Em setembro, tomei um pé na bunda de um relacionamento falido, fiquei muito mal, mas passou, e foi a melhor coisa que me aconteceu. Ainda em setembro eu iniciei terapia, fiz algumas sessões mas acabei não me identificando e abandonando.
Em outubro, passei meu aniversário de 25 anos em uma viagem maravilhosa com meu pai.
Em novembro, 19/11, vivi o dia que talvez venha a mudar o resto da minha vida.
Dezembro, ah, dezembro! Pra começar, no dia 2/12 eu conheci uma pessoa especial. O dia 16/12 foi o dia mais feliz do meu ano, e um dos mais incríveis da minha vida. Não há palavras pra explicar aquele momento. Ainda em dezembro, fizemos a festa de Natal para as crianças de Itanhaém e da Aldeia Piaçaguera. Foi inesquecível. No dia 22, embarquei no meu primeiro cruzeiro. Agora acho que esse tipo de viagem será um vício.
Em 2017 perdi uns kilos e até que estou conseguindo manter uma vida mais fitness (hahaha). Tive um ano maravilhoso de novo no meu trabalho, muito tranquilo e de muita paz. Não tive grandes problemas em casa. Me tornei mais e mais religiosa e apegada ao mundo espiritual (quem me viu, quem me vê). Depois de mais de 2 anos, encontrei o Matheus no trânsito, e foi inexplicavelmente estranho. Mantive o contato com meus amigos da escola, saímos juntos algumas vezes.
E, no fim, um ano que foi tão difícil pra mim, se despede da melhor forma possível. Um ano de tanto aprendizado, tanta mudança, me conheci muito, me conectei a mim mesma e descobri aquilo que realmente quero e preciso. 2017 me ensinou a não me submeter àquilo que eu não creia merecer, e a batalhar por tudo aquilo que eu acredite que eu mereço. Obrigada, 2017, e vem com tudo, 2018!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A pessoa certa na hora errada

Ele nem me conhecia. E eu nem conhecia ele. Ao acaso, um dia, um momento... Um encontro. Sabe quando você não espera nada, não cria nenhum tipo de expectativa? Eu estava assim. Havia sido um dia corrido e talvez o encontro nem fosse acontecer... Mas aconteceu. Nem com frio na barriga eu estava, e foi assim que eu cheguei lá. Ele atravessa a rua e entra no meu carro... (ai, ele é mais bonito do que eu imaginei. E mais cheiroso, também)... A conversa foi natural e instantânea. Em 10 minutos de percurso ele já conversou mais comigo do que havia sido em um ano de namoro com aquele cara por quem eu tanto sofri. - Onde vamos? - Onde você quiser (opa, já gostei, em outras palavras ele disse que o importante era estar comigo, independente do lugar. Aprende aí) . - Vou parar aqui, mas está meio longe do bar, tudo bem? - Claro, sem problemas (ai, caramba, que sorriso é esse!) - Mas está chovendo... - Por mim, tudo bem (cara, qual seu defeito?).
E lá fui eu abrir a porta pra descer, quando ele me puxa pelo braço de um jeito meio cena de filme, e me deu um beijo - e que beijo. Era um beijo quente, doce, não sei explicar. Foi bom. Foi muito bom. E então descemos do carro (caramba! ele é muito alto) eu toda atrapalhada, pra variar... Cheia de coisas nas mãos e nos bolsos, derrubo tudo no chão... - Você quer que eu leve suas coisas pra você? (Não, não seja tão cavalheiro, por favor, não posso me apaixonar!). Quando começamos a andar, ele simplesmente me abraça e vamos andando abraçados como um casal apaixonado. Em uma rua cheia de gente conhecida... E se encontrarmos alguém? Não deu outra, demos de cara com quatro amigos dele. E ele? Ele naturalmente acenou e continuou andando de mãos dadas comigo. Ele deixou eu escolher o bar, entramos e, juro... Fazia tempo que eu não passava momentos tão bons. Ele nem me conhecia, mas me deu todo o carinho que eu não recebi em um ano. Pra começar que sentamos grudados (não, ele não fez questão de sentar do outro lado da mesa). Ele me dava beijinhos e carinho o tempo todo (para, para de ser tão perfeito, por favor!) ficamos ali, abraçados, como se o tempo estivesse pausado. Uma conversa tão gostosa, uma troca de experiências, de conhecimentos, finalmente uma pessoa do mesmo nível intelectual que eu (tá bom, eu confesso, o nível intelectual dele é mais alto que o meu). Fazia tanto tempo que eu não me sentia assim... Olhar pra pessoa e perceber que ela queria estar exatamente ali onde estava, e não me deixar ter dúvidas em relação a isso, como tive em um ano. E mais, olhar pra mim mesma e ter certeza de que eu não gostaria de estar em nenhum outro lugar, com nenhum outro alguém. Em um ano acho que nunca me senti assim. Nessa noite eu tive certeza de que vivi um ano de uma ilusão, uma grande ilusão.O meu desejo era que aquela noite não terminasse nunca mais.  Só que a noite terminou, a realidade voltou... E eu e ele sabemos que a hora é totalmente errada. Ele nem me conhecia, mas em algumas horas me fez tão feliz. Ele nem me conhecia, mas em algumas horas fez eu perceber o quanto eu posso, e mereço, ser respeitada e valorizada. Me fez ver o quanto eu mereço alguém que saiba conversar comigo, alguém que de uma forma totalmente natural faça que o momento seja maravilhoso, alguém que sinta prazer em estar ao meu lado, que me abrace e esqueça do mundo lá fora,  que me dê muito carinho e beijos infinitos. Eu mereço alguém inteiro, e não migalhas de um amor doentio. Ele nem me conhecia, mas talvez seja ele. Ele, com seu 1,85 de altura, seus 28 anos, um rosto tão lindo, sorriso perfeito, formado em uma faculdade que eu me interesso e vivendo a profissão do meu sonho, me causando tanta admiração. Talvez seja ele a pessoa certa. Pena que na hora errada.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Quase, só quase

"Ele tentou usar uma roupa parecida... Tentou o mesmo corte de cabelo, tentou... vou te contar aonde ele errou: ele errou, quando o beijo não me arrepiou. Quando o abraço dele não encaixou. O erro dele é não ser você! Ele quase ficou entre você e eu, mas eu disse quase, só quase, entendeu? E pra te explicar a distância do quase, é tipo ida e volta daqui até Marte... Se Deus fez outro de você, tá decorando a casa dele, e ele não vai deixar descer, é um meu, e outro dele..."

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Foi por você

"Você nem quis ouvir o que eu sentia. Você não entendeu que o que eu queria era te levar daqui, pra nunca mais ouvir dizer que eu não servia pra te fazer feliz... Nunca mais se esqueça que eu ainda estou aqui, não tem por que fugir. Quero que saiba que nada foi em vão, foi tudo por você! Tudo, tudo que eu fiz... foi por você."

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

"Tratando a dor com amor"

Sabe de uma coisa? Aprendi a ser hospitaleira com a dor. Já que ela veio sem pedir permissão e resolveu se instalar aqui, o jeito é tratá-la bem. Quando ela apareceu, eu tentei segurar a porta por dentro pra que ela não entrasse, empurrei móveis pesados atrás da porta pra tentar impedi-la. Não funcionou, ela entrou com tudo, meteu o pé na porta e, de uma só vez, ela entrou. Aí tentei expulsá-la. Tentei de todos os jeitos colocá-la pra fora daqui. Gritei com ela, esbravejei, me revoltei. Nada adiantou. Puxei-a pelo braço, empurrei-a pelas costas, mas ela era tão mais forte do que eu! Depois te todos os meus esforços em vão, me ocorreu uma ideia estranha. Pensei em tratar a dor com amor. Com carinho. Ouvir tudo aquilo que ela tinha pra me dizer: e quanta coisa ela me disse! E aí eu percebi o quanto a vinda da dor era necessária exatamente no momento em que ela apareceu. E não havia outro modo de eu descobrir tudo o que eu precisava saber, a não ser pela dor. E por que me revoltar, se ela só quer me ensinar, me despertar, me modificar? A zona de conforto é uma delícia pra se caminhar, não tem um único espinho onde se possa pisar, mas é, também, onde nada floresce. Na zona de conforto não há uma única flor. E pra quem quer flores, a dor é uma ótima semente. A dor te faz andar por um caminho inicialmente cheio de espinhos, mas também repleto de flores, logo ali na frente. Já é assim, se são flores que eu quero, por que não tratar a dor com amor?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Voltar no tempo

"Vou começar com uma pergunta boba: será que dá pra gente voltar no tempo? Ultimamente fico mal à toa, tá sobrando apego, faltando entendimento... Me desculpa se eu não entendi, tá demorando pra ficha cair! Você com esse sorriso sem jeito, foi chegando perto, chegou perto demais... Em três ou quatro dias tava tudo tão perfeito, dos meus problemas, eu já nem me lembrava mais...Só queria você, só pensava em você.
Mas ainda tem coisas pra me arrepender... E eu vou dizer: me arrependi de não ter te abraçado outra vez, não ter te beijado uma última vez, não ter te olhado outra vez, ficar acordado até depois das seis só pra ver o sol nascer, sonhar os sonhos mais loucos com você.
Quem sabe ainda é tempo?
Pode ser a qualquer hora, me chame em pensamento, você sabe, eu vou agora..."

terça-feira, 24 de outubro de 2017

"Será que vai ter o dia de eu ter sua companhia,  e nunca mais ver você ir embora?
Eu não me vejo sem você, só não demora a perceber...
O tempo voa, o dia passa, o amor acaba...
Se não há nada a perder, então vai ter que escolher.
Vem aqui, leva uma parte de mim, me conduz, revira meus planos, vive em meus sonhos." 
Te amo...

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"Meu vício agora"

"Não vou mais falar de amor, de dor, de coração, de ilusão. Não vou mais falar de sol, de mar, da lua ou da solidão. Meu vício, agora, é a madrugada. Meu vício, agora, é o passar do tempo. Meu vício, agora, é o movimento, é o vento, é voar. Não vou mais verter lágrimas baratas sem nenhum por quê. E, mesmo assim, fica interessante não ser o avesso do que eu era antes. De agora em diante, ficarei assim, desedificante. Meu vício, agora, é o passar do tempo. Meu vício, agora, é o movimento, é o vento, é voar... é voar!"

domingo, 22 de outubro de 2017

"O mundo é um moinho"

"Ainda é cedo, amor... Mal começaste a conhecer a vida, já anuncias a hora de partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar... Preste atenção, embora eu saiba que estás resolvido, em cada esquina cai um pouco a tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és. Ouça-me bem, amor, preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó. Preste atenção, de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notares estás à beira do abismo, abismo que cavaste com os teus pés..."

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Revivendo

Revivendo fotos, vídeos, momentos, lembranças, músicas, sentimentos. Revivendo tudo aquilo que insiste em permanecer e que me impede de seguir. Revivendo você 24 horas por dia, revivendo você 60 minutos por hora, 60 segundos por minuto. Revivendo você o tempo inteirinho. E como eu daria tudo pra reviver tudo de novo, mas de forma real. Volta?

terça-feira, 17 de outubro de 2017

7 dias, e a saudade só aumenta...