Let's travel?

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Entre sem bater.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A pessoa certa na hora errada

Ele nem me conhecia. E eu nem conhecia ele. Ao acaso, um dia, um momento... Um encontro. Sabe quando você não espera nada, não cria nenhum tipo de expectativa? Eu estava assim. Havia sido um dia corrido e talvez o encontro nem fosse acontecer... Mas aconteceu. Nem com frio na barriga eu estava, e foi assim que eu cheguei lá. Ele atravessa a rua e entra no meu carro... (ai, ele é mais bonito do que eu imaginei. E mais cheiroso, também)... A conversa foi natural e instantânea. Em 10 minutos de percurso ele já conversou mais comigo do que havia sido em um ano de namoro com aquele cara por quem eu tanto sofri. - Onde vamos? - Onde você quiser (opa, já gostei, em outras palavras ele disse que o importante era estar comigo, independente do lugar. Aprende aí) . - Vou parar aqui, mas está meio longe do bar, tudo bem? - Claro, sem problemas (ai, caramba, que sorriso é esse!) - Mas está chovendo... - Por mim, tudo bem (cara, qual seu defeito?).
E lá fui eu abrir a porta pra descer, quando ele me puxa pelo braço de um jeito meio cena de filme, e me deu um beijo - e que beijo. Era um beijo quente, doce, não sei explicar. Foi bom. Foi muito bom. E então descemos do carro (caramba! ele é muito alto) eu toda atrapalhada, pra variar... Cheia de coisas nas mãos e nos bolsos, derrubo tudo no chão... - Você quer que eu leve suas coisas pra você? (Não, não seja tão cavalheiro, por favor, não posso me apaixonar!). Quando começamos a andar, ele simplesmente me abraça e vamos andando abraçados como um casal apaixonado. Em uma rua cheia de gente conhecida... E se encontrarmos alguém? Não deu outra, demos de cara com quatro amigos dele. E ele? Ele naturalmente acenou e continuou andando de mãos dadas comigo. Ele deixou eu escolher o bar, entramos e, juro... Fazia tempo que eu não passava momentos tão bons. Ele nem me conhecia, mas me deu todo o carinho que eu não recebi em um ano. Pra começar que sentamos grudados (não, ele não fez questão de sentar do outro lado da mesa). Ele me dava beijinhos e carinho o tempo todo (para, para de ser tão perfeito, por favor!) ficamos ali, abraçados, como se o tempo estivesse pausado. Uma conversa tão gostosa, uma troca de experiências, de conhecimentos, finalmente uma pessoa do mesmo nível intelectual que eu (tá bom, eu confesso, o nível intelectual dele é mais alto que o meu). Fazia tanto tempo que eu não me sentia assim... Olhar pra pessoa e perceber que ela queria estar exatamente ali onde estava, e não me deixar ter dúvidas em relação a isso, como tive em um ano. E mais, olhar pra mim mesma e ter certeza de que eu não gostaria de estar em nenhum outro lugar, com nenhum outro alguém. Em um ano acho que nunca me senti assim. Nessa noite eu tive certeza de que vivi um ano de uma ilusão, uma grande ilusão.O meu desejo era que aquela noite não terminasse nunca mais.  Só que a noite terminou, a realidade voltou... E eu e ele sabemos que a hora é totalmente errada. Ele nem me conhecia, mas em algumas horas me fez tão feliz. Ele nem me conhecia, mas em algumas horas fez eu perceber o quanto eu posso, e mereço, ser respeitada e valorizada. Me fez ver o quanto eu mereço alguém que saiba conversar comigo, alguém que de uma forma totalmente natural faça que o momento seja maravilhoso, alguém que sinta prazer em estar ao meu lado, que me abrace e esqueça do mundo lá fora,  que me dê muito carinho e beijos infinitos. Eu mereço alguém inteiro, e não migalhas de um amor doentio. Ele nem me conhecia, mas talvez seja ele. Ele, com seu 1,85 de altura, seus 28 anos, um rosto tão lindo, sorriso perfeito, formado em uma faculdade que eu me interesso e vivendo a profissão do meu sonho, me causando tanta admiração. Talvez seja ele a pessoa certa. Pena que na hora errada.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Quase, só quase

"Ele tentou usar uma roupa parecida... Tentou o mesmo corte de cabelo, tentou... vou te contar aonde ele errou: ele errou, quando o beijo não me arrepiou. Quando o abraço dele não encaixou. O erro dele é não ser você! Ele quase ficou entre você e eu, mas eu disse quase, só quase, entendeu? E pra te explicar a distância do quase, é tipo ida e volta daqui até Marte... Se Deus fez outro de você, tá decorando a casa dele, e ele não vai deixar descer, é um meu, e outro dele..."